Iniciativa Inovadora para a Saúde Pública

Nesta segunda-feira, 12 de fevereiro, a governadora em exercício Celina Leão oficializou o projeto de pesquisa que dará vida ao primeiro Centro de Tecnologias de Reabilitação Neuromotora do Distrito Federal. Este centro será dedicado ao desenvolvimento e à pesquisa de exoesqueletos inteligentes, com o objetivo de integrar essas inovações à rede pública de saúde do DF e ao Instituto de Gestão Estratégica do DF (IgesDF). A iniciativa focará na reabilitação de pessoas que sofreram acidentes vasculares cerebrais (AVC) e outras condições neurológicas que impactam a marcha, o equilíbrio e a funcionalidade. O investimento total na proposta é de R$ 2.912.000.

Com essa ação, o Distrito Federal se posiciona como um polo nacional em inovação em tecnologia assistiva robótica. “Ao assinar este termo, não faço apenas um ato administrativo; estou firmando um compromisso público com uma política de saúde voltada para o futuro, que investe em inovação e reconhece a reabilitação como uma parte essencial do cuidado integral”, destacou Celina Leão durante a cerimônia de assinatura.

Compromisso com a Inovação no SUS

Celina enfatizou que, ao formalizar esse acordo, o Governo do Distrito Federal (GDF) avança em direção à incorporação de novas tecnologias ao Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a capacidade de atendimento e fortalecendo a rede pública, garantindo que inovações científicas cheguem aos que mais necessitam, de maneira equitativa e responsável.

A proposta do centro de reabilitação é uma combinação de inovação e praticidade. A iniciativa inclui a aquisição e adaptação de um exoesqueleto comercial avançado, que será direcionado a pacientes com maior potencial de recuperação funcional. Além disso, haverá um investimento na criação de um andador robótico inteligente, que será de baixo custo e escalável, projetado para atender um número maior de pessoas que enfrentam distúrbios de marcha e equilíbrio.

“Estamos falando de pais, mães e filhos que terão a chance de retomar suas atividades, conquistar autonomia e desfrutar de uma vida mais digna”, comentou Juracy Lacerda, secretário de Saúde do DF.

Impacto Direto na Vida dos Pacientes

O secretário ressaltou que a proposta visa reforçar toda a linha de cuidado ao paciente, desde o evento agudo até a fase de reabilitação. “Estamos abordando o paciente de maneira integral. Seja um indivíduo que sofreu um AVC ou alguém que vive com uma doença rara, agora todos terão a oportunidade de se reabilitar dentro de uma estrutura de cuidados organizada, ponto em que o Brasil ainda precisa evoluir”, explicou Lacerda.

O impacto dessa iniciativa transcende o âmbito da saúde: “Estamos falando de famílias que poderão retomar suas rotinas, ganhar autonomia e, essencialmente, ter uma vida mais digna. Esse é o grande objetivo do governo”, finalizou.

Além disso, a expectativa é que o centro atenda entre 1,5 mil e 2 mil pacientes anualmente, com uma economia projetada de mais de R$ 300 milhões em cinco anos para o sistema público de saúde, resultado da diminuição de internações prolongadas, readmissões e custos associados à dependência funcional.

Parcerias Estratégicas e Pesquisa

O projeto, que terá um prazo de 18 meses de pesquisa, será realizado em parceria com o Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília. Leonardo Reisman, presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), detalhou que a execução ocorrerá em duas fases: a aquisição de um exoesqueleto e o desenvolvimento de um andador robótico, ambos com propósitos de pesquisa e inovação na robótica.

De modo experimental, pacientes da rede pública com condições neuromotoras, como aqueles que sofreram AVC, estarão aptos a participar dos protocolos de reabilitação durante a pesquisa. “A incorporação definitiva dessas tecnologias à rede pública ocorrerá em uma fase posterior”, ressaltou Reisman. “Nos primeiros 18 meses, o foco será exclusivamente em pesquisa.”

Os atendimentos ocorrerão com pacientes da SES-DF que já estejam atendidos em outros serviços da rede. Os encaminhamentos virão de centros especializados em reabilitação (CERs) localizados em Taguatinga e do Hospital de Apoio, além de ambulatórios de saúde funcional das unidades hospitalares da SES-DF e do Iges-DF. O serviço é destinado a pessoas com sequelas de AVC, vítimas de acidentes de trânsito e pacientes que enfrentam doenças neuromusculares degenerativas.

Cleber Fernandes, presidente do Iges-DF, ressaltou que o Hospital de Base, a principal unidade da rede, também atua como hospital-escola e centro de pesquisa. “Estamos empolgados em expandir nossa participação nesse projeto junto à Secretaria de Saúde e à FAP-DF, em parceria com o Governo do Distrito Federal, reafirmando nosso compromisso com toda a sociedade”, concluiu.

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