PF Avalia Depoimentos e Possíveis Divergências
Na última atualização sobre o Caso Master, a Polícia Federal (PF) estava ouvindo Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil. O depoimento teve início por volta das 19h40, em um momento crucial para a investigação que envolve alegações de fraudes no setor bancário.
Após a fase de oitivas, caberá à delegada responsável pelo caso decidir se há divergências significativas entre as versões dos depoentes. Se necessário, ela poderá determinar uma acareação entre os envolvidos para esclarecer os fatos.
Vorcaro chegou à Brasília na manhã desta terça-feira e, em seguida, dirigiu-se ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde seu veículo entrou pela garagem do prédio. Ele desembarcou de um voo comercial no Aeroporto de Brasília por volta das 11h, demonstrando a gravidade de sua participação nesse processo.
Todo o procedimento investigativo está sendo supervisionado por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, além de contar com a presença de um representante do Ministério Público, o que reforça a seriedade do caso.
As investigações tiveram início em 2024 na Justiça Federal e, segundo informações da Polícia Federal, o Banco Master enfrenta sérias dificuldades financeiras, alegadamente não possuindo os recursos necessários para honrar títulos que vencem em 2025.
A apuração revela que o banco adquiriu créditos de uma empresa denominada Tirreno, mas não efetivou o pagamento correspondente. Posteriormente, esses ativos foram vendidos ao Banco de Brasília (BRB), que desembolsou cerca de R$ 12 bilhões por eles.
Contudo, o Banco Central se opôs à compra do Master pelo BRB, levando à decretação da liquidação da instituição em novembro, uma decisão motivada, entre outras coisas, pela ausência de recursos suficientes para cumprir suas obrigações financeiras.
Antes de sua demissão do comando do BRB, Paulo Henrique Costa era um defensor da aquisição do Banco Master como uma possível solução para a crise enfrentada por esta instituição. As investigações da PF, no entanto, acabaram revelando indícios de fraudes que complicaram ainda mais a situação.
De acordo com informações obtidas, pode haver discrepâncias nos depoimentos de Ailton de Aquino Santos. Apesar de não estar sendo investigado, ao contrário de Vorcaro e Costa, o diretor do Banco Central teve que analisar, por razões técnicas, diversas alternativas para resolver a situação do Banco Master. Entre essas opções estavam a injeção de recursos, a troca na diretoria, a venda da instituição e, finalmente, a liquidação.
Conforme a investigação avançou e as etapas anteriores não resultaram em soluções viáveis, a Diretoria de Fiscalização recomendou a liquidação do banco. A proposta de venda do Banco Master ao BRB foi reprovada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, liderada por Renato Gomes. A decisão final sobre a liquidação foi aprovada por unanimidade pela diretoria colegiada do BC.

