Apresentação dos candidatos ao Senado pelo Distrito Federal
O Distrito Federal terá oito nomes disputando as duas vagas para o Senado nas próximas eleições. A lista, organizada em ordem alfabética, inclui figuras de diferentes partidos e trajetórias políticas diversas. O prazo para as convenções partidárias, momento em que os partidos escolhem seus candidatos oficialmente, terminou em 5 de julho. Agora, as legendas têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O primeiro turno da eleição está previsto para 4 de outubro, com o segundo turno marcado para 23 de outubro. Além do Senado, os eleitores vão escolher presidente, governador, deputados federais e distritais. A seguir, um perfil detalhado dos candidatos ao Senado pelo Distrito Federal.
Bia Kicis (PL)
Natural do Rio de Janeiro, Bia Kicis é formada em Direito pela Universidade de Brasília. Atuou como subprocuradora-Geral do Distrito Federal, cargo do qual se aposentou em 2016. Atualmente, cumpre o segundo mandato como deputada federal e foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) entre 2021 e 2022, principal colegiado da Câmara responsável pela análise da maior parte dos projetos.
Considerada próxima da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, Bia Kicis preside o diretório do PL no Distrito Federal, partido pelo qual concorre ao Senado.
Cristian Viana (Podemos)
Cristian Viana lidera o diretório distrital do Podemos e é secretário do Entorno do Distrito Federal, órgão que coordena as relações entre o DF e municípios goianos vizinhos. Esta será sua primeira candidatura ao Senado.
Ao longo da carreira, Cristian Viana ocupou cargos no Governo do Distrito Federal, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Seu foco está na integração regional, priorizando mobilidade, desenvolvimento e articulação institucional entre o DF e o Entorno.
Eduardo Zanata (PSTU)
Eduardo Zanata foi escolhido pelo PSTU para concorrer ao Senado. Professor de língua portuguesa na rede pública do Distrito Federal, iniciou sua carreira política no movimento estudantil, tendo presidido o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília entre 2007 e 2008.
Ele já disputou as eleições para vice-governador do DF em 2018 e 2022 pelo PSTU e agora tenta uma vaga no Senado.
Erika Kokay (PT)
Natural de Fortaleza, Erika Kokay vive em Brasília desde 1975. Sua trajetória política começou em 1976, quando se engajou no movimento estudantil da Universidade de Brasília, período em que chegou a ser expulsa por organizar uma greve durante o regime militar, mas retornou após a anistia para concluir Psicologia em 1988.
Erika concorre ao Senado pela primeira vez. Eleita deputada distrital em 2002, esteve na Câmara Legislativa até 2010, quando assumiu mandato de deputada federal, cargo que ocupa atualmente, em seu quarto mandato.
Leila do Vôlei (PDT)
Leila Barros, mais conhecida como Leila do Vôlei, é senadora pelo Distrito Federal desde 2019 e busca a reeleição. Em 2022, disputou o governo do DF, obtendo 79.597 votos no primeiro turno.
Natural de Taguatinga, Leila ganhou destaque nacional como atleta da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino, conquistando medalhas de bronze nas Olimpíadas de Atlanta (1996) e Sydney (2000). No Senado, preside a Comissão de Esporte e é autora da lei que criminaliza a perseguição conhecida como “stalking”.
Michelle Bolsonaro (PL)
Michelle Bolsonaro, nascida em Ceilândia, ganhou visibilidade política como primeira-dama do ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem é casada desde 2007. Ela é uma das apostas do PL para ampliar o eleitorado feminino e chegou a ser cogitada para uma candidatura presidencial.
Em 2023, assumiu a presidência do PL Mulher, cargo que ocupou até junho, quando renunciou em meio a atritos com o enteado e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro. Os desentendimentos foram superados semanas depois.
Sebastião Coelho (Novo)
Natural de Santana de Ipanema (AL), Sebastião Coelho construiu carreira no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, onde se aposentou em 2022 após três décadas de magistratura. Também atuou como juiz eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), tendo sido vice-presidente e corregedor do TRE-DF de 2022 a 2024, quando renunciou.
Ele é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por declarações consideradas incitação a atos golpistas durante seu exercício na magistratura, incluindo críticas ao ministro Alexandre de Moraes na posse da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Tiago Tarsis (Agir)
Tiago Tarsis, com 39 anos, é agricultor, microempreendedor e estrategista político. Com mais de 20 anos de experiência em campanhas eleitorais, decidiu antecipar sua candidatura ao Senado, prevista inicialmente para 2030, devido à percepção de falta de preparo técnico de outros candidatos.
Tarsis pretende realizar uma campanha sem comícios e sem uso do fundo partidário, apostando em transmissões ao vivo diárias durante o período de propaganda eleitoral. Caso eleito, planeja cumprir apenas um mandato de quatro anos, passando o gabinete ao suplente, o policial militar Clayton Feliciano.
Próximos passos até a eleição
Com as candidaturas formalizadas até 15 de agosto, os partidos intensificarão as campanhas até as eleições de outubro. O cenário no Distrito Federal promete disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado, com nomes que representam diferentes segmentos políticos e sociais, refletindo a diversidade do eleitorado local.
