Desmentido sobre Federalização do BRB
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, reafirmou em entrevista ao SBT News que nem o Banco de Brasília (BRB) nem o governo do Distrito Federal solicitaram auxílio ao governo federal. De acordo com Ceron, não há conversas em curso sobre a federalização do banco estatal.
Durante a conversa, realizada nesta quinta-feira (26), o secretário destacou que o governo de Ibaneis Rocha (MDB-DF) está buscando alternativas para preservar a solvência do BRB. “Apenas recebemos pedidos de anuência para a venda de carteiras que o banco possui”, esclareceu Ceron, enfatizando que não há pedidos de socorro ou discussões sobre federalização tramitando atualmente.
A declaração surge em um momento de apreensão no mercado financeiro, principalmente após as investigações relacionadas ao Banco Master, que apuram supostas fraudes envolvendo grandes quantias. Ceron, que estava presente em uma cerimônia de premiação da Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira em São Paulo, reconheceu a complexidade do cenário fiscal do Distrito Federal. Ele mencionou que a situação atual apresenta indicadores financeiros ruins e uma capacidade de pagamento limitada, o que impede a gestão estadual de contratar operações de crédito com garantia da União.
Desafios nas Contas Públicas
Além disso, Ceron analisou o desempenho das contas públicas do governo federal, afirmando que o país começou o ano com um resultado primário positivo, estimado em cerca de R$ 90 bilhões, conforme imagens do planejamento econômico. Ele acredita que as contas estão em conformidade com as metas estabelecidas, e uma nova avaliação será realizada no próximo relatório bimestral de receitas e despesas.
Quando indagado sobre sua futura posição dentro da secretaria-executiva do Ministério da Fazenda, Ceron se mostrou disposto a continuar contribuindo com a política econômica do governo, seja liderando o Tesouro ou em outra função. Essa postura demonstra seu comprometimento em ajudar a restaurar a confiança dos investidores e a estabilidade fiscal do país.
O cenário atual, marcado por tensões econômicas e incertezas, requer ações coordenadas e eficazes. A situação do BRB e a saúde financeira do governo do DF são aspectos que, se não tratados adequadamente, podem repercutir em um impacto negativo no ambiente econômico local e nacional.
