Medidas para Minimizar Prejuízos

BRASÍLIA — O Banco de Brasília (BRB) revelou que pode contar com apoios financeiros do governo do Distrito Federal, sob a liderança do governador Ibaneis Rocha (MDB), para lidar com ‘possíveis prejuízos’ resultantes da aquisição de carteiras do Banco Master.

No primeiro semestre do ano passado, o BRB apresentou uma proposta para adquirir uma parte do Banco Master, contudo, a transação foi negada pelo Banco Central em setembro. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, 13, o BRB detalhou que a investigação sobre eventuais perdas em decorrência da compra das carteiras do Banco Master continua sob análise tanto pelo Banco Central quanto pela auditoria independente da Machado e Meyer, em parceria com a Kroll.

A instituição financeira foi clara ao afirmar que, se a possibilidade de prejuízo for confirmada, já existe um plano de capital em desenvolvimento. Este plano considera diversas opções, incluindo um aporte direto do controlador — o governo do DF já mostrou disposição para essa medida — ou outros mecanismos que possam ajudar na recuperação do capital do banco.

Durante uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, mencionou que a instituição pública do Distrito Federal não conseguiu reaver cerca de R$ 2 bilhões que foram investidos no Banco Master. Esses valores estão associados à compra de carteiras fraudulentas de crédito consignado do Master pelo BRB, e a operação foi suspensa após o Banco Central ter decidido pela liquidação do banco de Daniel Vorcaro.

O Banco de Brasília se afirma como um dos credores do Banco Master na liquidação extrajudicial que foi decretada pelo Banco Central. Em resposta a essas dificuldades, o banco estatal declarou que tem implementado melhorias em seus controles internos desde a operação problemática.

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