Copa do Mundo Feminina: Brasília em Destaque
Conhecida por sua arquitetura única e céu claro, Brasília está se tornando um verdadeiro polo de grandes eventos esportivos. Desde 2019, a capital federal tem sido palco de competições significativas, variando de mundiais de saltos altos no Lago Paranoá a torneios lotados nas arenas BRB Mané Garrincha e BRB Nilson Nelson. Esse calendário diversificado é fruto de investimentos do Governo do Distrito Federal (GDF) em infraestrutura e políticas públicas que visam tanto o alto rendimento quanto a inclusão social através do esporte.
Em 2022, mais de 80 eventos foram realizados com o auxílio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF), atraindo milhares de espectadores. Competições como o Circuito Mundial de Vôlei de Praia e o Troféu Brasil de Ginástica Artística marcaram o ano. Nivaldo Félix, subsecretário de Esporte, Lazer e Espaços Esportivos, declara: “Brasília se tornou a capital não só administrativa, mas também a capital do esporte. Eventos como a última Corrida de Reis demonstram isso, sendo a maior de sua história.”
No final de janeiro, a Corrida de Reis recebeu aproximadamente 30 mil participantes e torcedores. Além disso, em fevereiro, o Estádio Mané Garrincha foi o cenário de uma partida memorável entre Flamengo e Corinthians, que atraiu 71 mil torcedores, em um ambiente festivo e sem incidentes. Os Jogos da Juventude 2025 também se destacaram, reunindo cerca de 5 mil jovens atletas, estabelecendo um novo recorde.
Eventos Internacionais e Futuras Competições
O futuro promete ser ainda mais empolgante para Brasília. A cidade foi escolhida para sediar o Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes da World Athletics em 2026, anunciado por seu presidente, Sebastian Coe, em março de 2025. Este evento marcará a estreia da competição no Hemisfério Sul, consolidando Brasília como um importante centro esportivo. Está previsto para ocorrer em abril, na Esplanada dos Ministérios.
“A Marcha Atlética Mundial será realizada pela primeira vez no Hemisfério Sul, com a presença do nosso medalhista olímpico, Caio Bonfim, e mais de 40 países competindo. Também estamos nos preparando para a Copa do Mundo Feminina da FIFA em 2027, onde Brasília é uma das cidades-sede”, complementa Nivaldo Félix.
Investimentos em Infraestrutura e Inclusão Social
No intuito de sustentar e expandir o cenário esportivo, o GDF investiu cerca de R$ 22 milhões em 2022 em obras e reformas. Destacam-se as melhorias na iluminação do Estádio Abadião, em Ceilândia, após quase duas décadas, e a reforma do Estádio Augustinho Lima em Sobradinho, que recebeu R$ 4,4 milhões. Este local também é utilizado para treinos de Caio Bonfim e passará por melhorias no gramado e na pista de atletismo.
Os 12 Centros Olímpicos e Paralímpicos do DF atendem mais de 45 mil alunos, oferecendo modalidades como futsal, natação e artes marciais. Uma nova unidade em Paranoá, com capacidade para 5 mil pessoas, está em construção, ampliando as oportunidades de prática esportiva na região.
No que diz respeito ao alto rendimento, iniciativas como o Compete Brasília e o Bolsa Atleta têm sido essenciais para aumentar a participação de atletas locais em competições de destaque. Em 2025, o Compete beneficiou 5.255 atletas e paratletas, com um investimento de R$ 9,1 milhões. O Bolsa Atleta apoia atualmente 132 atletas olímpicos e 115 paralímpicos, com valores reajustados para melhorar suas condições de treinamento. O Programa de Apoio ao Futebol do Distrito Federal, criado em 2025, também visa desenvolver os clubes da região.
O Impacto Social do Esporte
Um exemplo inspirador do impacto do investimento esportivo na comunidade é a história de Selma Bernardes, presidente da Associação Kron de Lutas. Professora da rede pública por 30 anos, Selma se lançou no jiu-jitsu após os 40 anos. “Encontrei no jiu-jitsu muito mais que um esporte. Ele me deu objetivo, disciplina e ferramentas para lidar com a pressão”, afirma. Graças ao apoio do Compete Brasília, ela conquistou títulos mundiais e europeus, tornando-se um exemplo para jovens atletas.
A nova geração, como Bianca Alves, que começou no jiu-jitsu aos 14 anos, também se beneficia do programa. Com o apoio do Compete Brasília, Bianca conquistou o primeiro lugar no ranking nacional de sua categoria entre 2023 e 2024. Ela ressalta a importância do investimento em talentos locais: “Quando competimos fora e trazemos resultados, mostramos que Brasília tem potencial e é um dos estados que mais investe nos atletas.”

