Duas Mostras Internacionais em Brasília

O Museu Nacional da República se torna um ponto de encontro para amantes da arte ao receber duas exposições de grande relevância. As mostras, promovidas pelo Sesc DF, pela Fundação Bienal de São Paulo e pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, estão em cartaz simultaneamente. Uma delas, intitulada “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, é uma itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, enquanto a outra, “(RE)INVENÇÃO”, representa a participação brasileira na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza.

Os visitantes estão convidados a explorar obras de artistas e arquitetos de diversas partes do mundo. Além das exposições, o Sesc DF também desenvolve um robusto programa educativo, que deve envolver mais de 1,5 mil crianças do Distrito Federal e arredores. Leonardo Hernandez, gerente do Sesc Cultural, enfatiza a importância dessa interação.

“O Sesc está aproveitando a oportunidade, por meio da parceria com a Fundação Bienal de São Paulo, para criar um programa educativo voltado para exposições, artes visuais, artes cênicas e para a construção do pensamento e do conhecimento”, afirma Hernandez.

A proposta educativa inclui visitas mediadas, palestras, capacitação para professores e diversas atividades interativas. Para Hernandez, a mediação é fundamental para aproximar o público das obras, facilitando a compreensão dos múltiplos significados que as exposições apresentam. “As artes visuais são uma linguagem feita de códigos. Às vezes, é necessário um intérprete para estabelecer um diálogo entre a audiência e a obra”, explica.

Receber essas duas mostras concomitantemente é, segundo Hernandez, uma chance singular para a população do Distrito Federal entrar em contato com produções de destaque no cenário internacional. “É uma oportunidade ímpar para a população do Distrito Federal ter acesso ao que há de mais atual e sofisticado nas áreas da arquitetura e das artes visuais”, destaca.

A importância das exposições é ainda mais acentuada por ocorrerem em um espaço projetado por Oscar Niemeyer, o Museu Nacional da República. Hernandez ressalta que, além de apreciar as obras, o público também tem a chance de ocupar e vivenciar um espaço cultural fundamental da cidade. “É o direito à cidade e o direito à cultura. Esse encontro acontece na vida das pessoas quando elas têm acesso a um equipamento cultural como este”, conclui.

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