E-mails Revelam Pressão por Aumento de Capital no BRB

Um relatório final de auditoria independente conduzido pela Kroll e pelo escritório de advocacia Machado Meyer, solicitado pelo Banco de Brasília (BRB), expõe e-mails que indicam que o ex-presidente Paulo Henrique Costa, junto ao ex-diretor financeiro Dario Oswaldo de Garcia Junior, atuou de maneira a pressionar internamente para elevar o capital da instituição financeira.

Fontes consultadas pela CNN relatam que Costa e Garcia Junior buscaram apoio de acionistas para adquirir ações utilizando recursos provenientes do Banco Master, o que resultou na aquisição de participação acionária de Daniel Vorcaro no BRB e, consequentemente, no aumento do capital do banco.

Conforme informações de interlocutores vinculados ao BRB, em um segundo momento, os dois desconsideraram alertas de governança e aprovaram a aquisição de ativos problemáticos do Banco Master, avaliados em aproximadamente R$ 12 bilhões, cientes de que esses ativos eram fraudulentos.

No total, os fundos relacionados ao Banco Master adquiriram, ao menos, R$ 1 bilhão em ações do BRB. Em um quadro paralelo, 95% dos ativos comprados pelo BRB ao longo dos últimos dois anos provieram do Banco Master, caracterizando uma triangulação de recursos que resultava em capital fictício.

Documentos da Auditoria Devem Ser Enviados a Autoridades

O relatório definitivo da auditoria será encaminhado ainda esta semana a várias entidades, incluindo a Polícia Federal, o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF), o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal (STF). Diretores e funcionários do BRB estão analisando o documento para a preparação de uma comunicação de fato relevante.

Embora a auditoria não tenha identificado interferência direta do ex-governador Ibaneis Rocha, os documentos revelam apenas ações da alta direção do banco. A defesa de Paulo Henrique Costa contestou as alegações de pressão e aprovação das carteiras, afirmando que as informações não são verídicas.

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