Artistas de MS Brilham no Mercado Artesanal

O estande do artesanato de Mato Grosso do Sul, administrado pela Fundação de Cultura do estado, foi um verdadeiro sucesso de vendas durante o 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, que ocorreu em Brasília (DF) entre os dias 1º e 5 de abril. Este evento, considerado um dos mais importantes do Brasil no setor, marcou o início da participação do artesanato sul-mato-grossense em feiras nacionais em 2026.

No total, o estande alcançou impressionantes R$ 142 mil em vendas diretas ao consumidor. Com mais de três mil peças artesanais expostas, o espaço não apenas valorizou os produtos regionais, mas também proporcionou uma experiência de contato com as técnicas e materiais utilizados pelos artesãos, cada um com sua rica história por trás.

As talentosas artesãs Selma Christina De Souza Brito Beteto, Catarina Marlize Schuquel De Ávila Rodrigues e Ana Vitorino Da Silva Leoderio representaram Mato Grosso do Sul. As entidades que apoiaram a participação foram a Associação do Microempreendedor Individual de MS (AMI), a Associação de Produtores de Artesanato e Artistas Populares de Mato Grosso do Sul (PROART) e a Associação de Artesanato de Mato Grosso do Sul (ARTEMS). O espaço foi cedido pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que contou com a colaboração da Fundação de Cultura de MS na seleção dos artesãos e no transporte das obras.

Expectativas Superadas na Feirinha de Brasília

A Diretora de Artesanato e Moda da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Katienka Klain, compartilhou sua satisfação com os resultados do evento. “A feira de Brasília foi surpreendente. Eu não esperava que as vendas fossem tão expressivas, especialmente considerando que ocorreu em um feriado. A rotatividade de pessoas foi alta e isso resultou em um expressivo volume de vendas de varejo”, destacou Katienka. Ela também ressaltou que isso demonstra a aceitação do artesanato de Mato Grosso do Sul em diferentes mercados, refletindo uma boa venda na Semana do Artesão, que precedeu o evento.

O presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, comentou que o sucesso em Brasília é um sinal do amadurecimento das políticas públicas que incentivam o setor artesanal. Para ele, esse volume de vendas representa mais do que um simples número: “É o reconhecimento da identidade sul-mato-grossense e da qualidade técnica de nossos artistas. O Governo do Estado continuará a investir na logística e na visibilidade dessas produções, garantindo que o talento do nosso povo contribua para a geração de renda e desenvolvimento econômico para as famílias artesãs”, afirmou Mendes.

Um Encontro de Culturas e Tradições

O Salão do Artesanato, realizado em Brasília, foi um evento de acesso gratuito, reunindo 21 estados e o Distrito Federal, e oferecendo uma vitrine da rica produção artesanal brasileira. Este ano, a feira destacou a diversidade das criações, promovendo a comercialização e o contato direto entre os artesãos e o público consumidor.

A exposição incluiu uma variedade de tipologias, como cerâmica, madeira, fibras naturais, bordados, rendas e biojoias, todas apresentadas em um ambiente que valorizava cada peça e a identidade de seus criadores. Além disso, curadorias como a do PAB e Sebrae-DF trouxeram à Brasília a força de mãos que tecem as histórias do Brasil, utilizando matérias-primas como barro, madeira, sementes, palha, couro e pedras. Ao todo, foram cerca de 100 mil peças que carregam memória, território e tradição, revelando um modelo produtivo que combina valor cultural e geração de renda.

O evento também se destacou por sua gestão sustentável, implementando práticas de gestão de resíduos, compensação de carbono, acessibilidade e inclusão produtiva, reforçando seu papel como uma plataforma que conecta a economia criativa a valores contemporâneos de responsabilidade social e ambiental.

Com a participação de mais de 500 artesãos e apoio de associações e coletivos, o evento se tornou um marco para o artesanato brasileiro. Entidades como a Confederação Brasileira de Artesãos (Conart) e a Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (Cnarts) também fizeram questão de estar presente, evidenciando a importância do setor no cenário nacional.

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