Evento Focado em Abordagens Individualizadas
No dia 7 de novembro, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu o III Encontro Científico sobre Autismo, realizado no auditório da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Organizado pelo Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o evento teve como objetivo fundamental a troca de experiências e a atualização técnica para otimizar o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede pública de saúde.
O evento enfatizou a importância de abordagens individualizadas, buscando garantir um atendimento mais acessível e eficaz, que atenda às particularidades de cada paciente no Sistema Único de Saúde (SUS). Cleber Monteiro, presidente do IgesDF, ressaltou que o compromisso com essa causa é um aprendizado diário e que a busca por soluções para melhorar o cuidado é constante. Ele também compartilhou sua experiência pessoal, mencionando sua neta autista e a relevância de cada progresso na área.
Referência Nacional em Saúde
Durante o encontro, Domingos Brito, presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF), elogiou a realização do evento, enfatizando que o DF se destaca como referência nacional no SUS. Ele destacou que iniciativas como essa demonstram a sensibilidade e o compromisso com a constante atualização sobre o tema.
No Hospital Regional de Santa Maria, o atendimento é projetado com foco na individualização. Diego Fernandes, superintendente da unidade, falou sobre os avanços significativos nas áreas de odontologia e pronto-socorro infantil, que agora contam com ambientes adaptados para atender as necessidades desse público específico. Érika Maurienn, responsável pelo Serviço de Odontologia e organizadora do evento, mencionou os progressos alcançados nos últimos 15 anos, superando diversos desafios para elevar a qualidade do atendimento oferecido pelo SUS.
Direcionamentos Para o Futuro
A cirurgiã-dentista Juliana Grossi, pesquisadora do Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista (CETEA) da Escola de Saúde Pública do DF (ESP/DF), argumentou que o encontro deve ser considerado um marco para promover mudanças efetivas tanto na prática quanto nas políticas públicas, visando uma saúde mais justa e equitativa.
No HRSM, diversas adaptações têm sido implementadas, como o uso de luzes suaves, controle de estímulos e um planejamento personalizado para minimizar a ansiedade em crianças autistas. Os atendimentos podem ser realizados por meio de encaminhamentos pelo Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do DF ou em situações de urgência por demanda espontânea. Atualmente, a unidade atende em média até 30 pacientes mensalmente e planeja expandir os serviços odontológicos, conforme revelou Cleber Monteiro.
