Setor Agrícola em Expansão
O agronegócio no Brasil alcançou um marco significativo no terceiro trimestre de 2025, atingindo a impressionante marca de 28.579.606 trabalhadores, o número mais alto desde que a série histórica começou em 2012. Esse dado foi revelado em um estudo realizado pelo Cepea em colaboração com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O setor representa agora 26,35% do total de ocupados no país, uma proporção que supera tanto a do mesmo período do ano passado quanto a do trimestre anterior.
Comparando-se ao trimestre anterior, houve um avanço de 1,3%, o que equivale a cerca de 367.493 novas contratações nos diferentes segmentos da cadeia produtiva. Essa evolução demonstra a força do agronegócio e sua capacidade de geração de empregos.
Agrosserviços: Motor do Crescimento
Os agrosserviços continuam a ser o principal empregador dentro do setor, com 10.554.159 trabalhadores. O crescimento, embora modesto, de 0,5% no trimestre, está aliado à expansão de atividades como transporte, armazenamento e serviços administrativos, que foram impulsionados pelo desempenho positivo da agropecuária. Este cenário reflete a eficiência e a inovação que caracterizam o agronegócio brasileiro.
Produção Primária e Agroindústria em Alta
Na área da produção primária, o número de ocupados subiu para 7.968.386, com um crescimento expressivo de 3,4%. Tanto a agricultura quanto a pecuária mostraram avanços, sendo a cana-de-açúcar e a suinocultura os principais destaques, que registraram um aumento considerável na geração de empregos. Isso evidencia a recuperação e o potencial de crescimento dessas atividades essenciais.
A agroindústria também apresentou números positivos, reunindo 4.789.482 trabalhadores, um crescimento de 1,2%. No segmento de insumos agropecuários, foram contabilizados 324.444 empregos, com uma alta de 0,6%. Esse desempenho reflete a demanda contínua por fertilizantes e defensivos, assim como os serviços associados à cadeia produtiva, ainda que alguns setores tenham enfrentado dificuldades pontuais.
Qualificação e Rendimento no Setor
O levantamento ainda indica que 34,7% dos trabalhadores do agronegócio têm a carteira assinada, representando o maior percentual desde o início da série histórica. O perfil dos ocupados no setor inclui um equilíbrio entre trabalhadores autônomos e empregados formais, o que destaca a variedade nas relações de trabalho dentro do campo e nas atividades a ele relacionadas.
Em relação à qualificação profissional, a maioria dos trabalhadores possui ensino fundamental ou médio completo, enquanto mais de 4,7 milhões têm ensino superior. O rendimento médio dos empregados no agronegócio é de R$ 2.763, um valor que, embora inferior à média nacional, apresenta um avanço em relação ao mesmo período do ano passado, especialmente nas áreas agrícolas, agropecuárias e de agrosserviços.
Esses dados reforçam a importância do agronegócio não apenas como pilar da economia, mas também como gerador de empregos e promotor de desenvolvimento social, refletindo a resiliência e a adaptabilidade desse setor vital.

