Indiciamento e Afastamento do Servidor

A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou David Cosac Junior, um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU), por agredir sua ex-namorada e o filho dela, de apenas quatro anos, em um incidente ocorrido no dia 7 de dezembro. A corporação informou, na manhã desta sexta-feira (26), que o indiciamento foi formalizado no dia 8 de dezembro, e Cosac Junior enfrentará acusações de lesão corporal e maus-tratos.

O afastamento cautelar do servidor foi publicado em uma sessão extraordinária do Diário Oficial da União nesta mesma data, com duração prevista de 60 dias, visando garantir a integridade das investigações em curso.

Laudos e Detalhes da Agressão

Conforme as informações da Polícia Civil, os laudos emitidos pelo Instituto de Medicina Legal (IML) confirmaram as agressões, documentando lesões contusas na ex-namorada e manchas avermelhadas no rosto da criança. Após o indiciamento, David Cosac Junior agora é considerado formalmente suspeito e a investigação segue, podendo ser encaminhada ao Ministério Público, que decidirá sobre uma possível denúncia à Justiça.

O ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, classificou os fatos como “gravíssimos e inaceitáveis” em uma nota divulgada na quarta-feira (24). Ele ressaltou que o servidor será investigado e que medidas administrativas já estão sendo adotadas. A proibição de acesso de Cosac Junior aos prédios da CGU foi uma das determinações imediatas, visando a preservação do ambiente institucional durante a apuração.

Como Ocorreram as Agressões

O ataque ocorreu no estacionamento de um edifício em Águas Claras, onde imagens mostram David Cosac Junior em uma conversa com sua ex-namorada, que segurava seu filho no colo. O episódio, que durou cerca de 20 segundos, foi marcado por socos e tapas desferidos contra a mulher e a criança, terminando apenas quando ambas caíram ao chão. O homem, em seguida, agrediu a criança novamente ao tentar afastá-la.

Após a denúncia realizada por um morador do prédio, a Polícia Civil compareceu ao local e ouviu David, que alegou ter terminado o relacionamento e que a situação escalou para um desentendimento físico. Contudo, não foi confirmada a sua prisão no momento.

Reação do Ministério da CGU

O ministro Vinícius Marques de Carvalho expressou sua indignação diante da situação, enfatizando que a violência contra mulheres e crianças é inaceitável e um crime. Ele reforçou que a CGU está comprometida com os direitos humanos e a ética no serviço público e não se omite em episódios dessa gravidade.

Além das repercussões no campo criminal, a CGU também está tomando medidas administrativas. Carvalho determinou que a Corregedoria-Geral da União e a Comissão de Ética da CGU realizem uma investigação preliminar para apurar responsabilidades éticas e disciplinares. A revogação da designação de Cosac Junior como substituto da chefia imediata foi outra ação imediata, com a formalização da decisão em uma edição extraordinária do Diário Oficial.

O compromisso da CGU com a responsabilização e o respeito ao devido processo legal será mantido durante toda a investigação. A comunidade aguarda desfechos que possam garantir a justiça e a segurança das vítimas diretamente afetadas por esta situação alarmante.

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