Governadora do DF Toma Medidas em Caso de Fraude

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, do Partido Progressista (PP), solicitou ao presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Nelson de Souza, o afastamento de executivos mencionados no caso Master, conforme destacado em um relatório elaborado pelo escritório de advocacia Machado Meyer. Este documento resulta de uma auditoria forense que foi encomendada pela gestão atual do BRB para analisar as perdas financeiras e determinar responsabilidades relacionadas a esse escândalo.

Nos últimos dias, uma lista que inclui 31 executivos supostamente envolvidos no caso começou a circular entre os colaboradores do banco estatal. Esses profissionais podem ser alvo de demissões ou enfrentarem processos disciplinares. Entretanto, a administração do BRB desmentiu a autenticidade dessa lista, afirmando que as informações veiculadas não são verdadeiras.

Pessoas familiarizadas com o assunto, que preferiram não ser identificadas, afirmam que a lista de funcionários ainda não foi finalizada. O processo está em andamento e as medidas cabíveis estão sendo avaliadas.

Em nota oficial, a governadora destacou que a ação de afastamento é uma maneira de garantir que as investigações sejam conduzidas de forma transparente. “A decisão não antecipa qualquer julgamento e respeita o direito ao contraditório, mas assegura que as investigações ocorram com independência e responsabilidade. O compromisso do governo do Distrito Federal é com a verdade dos fatos, a proteção das instituições e a confiança da população”, afirmou a governadora.

Investigações em andamento, conduzidas pelo Banco Central e pela Polícia Federal, revelaram que o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos relacionados ao caso Master. Até o momento, apenas uma fração desse montante foi recuperada pelo banco, que agora enfrenta uma pressão do Banco Central para identificar os recursos necessários para cobrir a perda significativa.

De acordo com o presidente do BRB, Nelson de Souza, a reserva financeira que precisa ser provisionada é de R$ 8,8 bilhões. No entanto, especialistas alertam que esse valor pode ser ainda maior, dependendo das conclusões das investigações.

Share.
Exit mobile version