Advogado é Acusado de Estupro e Tentativa de Fuga
Um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi detido por tentar ajudar um advogado, de 53 anos, a escapar após ser acusado de dopar e estuprar uma jovem. A prisão do militar ocorreu em flagrante na garagem de um prédio na região, onde, segundo as investigações, ele estava colaborando com o advogado para que este deixasse o local e evitasse a ação da Justiça.
Após ser autuado, o sargento foi liberado após assinar um termo circunstanciado. Em nota, a PMDF confirmaram que estão cientes do incidente e que tomarão as providências administrativas necessárias para apurar os fatos. Vale ressaltar que o policial foi afastado de suas funções, mas a corporação não revelou o motivo específico para essa decisão.
Suspeito se Passava por Delegado
As investigações revelaram que o advogado suspeito se apresentava como delegado para atrair a vítima. Em entrevista à TV Globo, a jovem, que chegou a Brasília vinda de Manaus (AM) há aproximadamente cinco meses, relatou que estava buscando emprego quando uma amiga lhe deu o contato desse homem, afirmando que ele estava contratando.
A jovem compartilhou que sempre sonhou em viver em Brasília e estava fazendo trabalhos freelancer para se manter. A amiga, que conheceu o suspeito por meio de um aplicativo de namoro, acabou passando o contato dele. Depois de algumas conversas por telefone, o homem enviou um áudio detalhando o que esperava da candidata ao suposto emprego.
No áudio, o advogado destacava a necessidade de uma pessoa interessada em áreas como estética e moda, e sugeriu um encontro para discutir a proposta. Na última terça-feira (10), eles se encontraram em um restaurante em Águas Claras, onde o suspeito se apresentou como delegado e exibia uma arma e uma algema, o que levou a jovem a acreditar que ele realmente era um policial.
O Crime e a Reação da Vítima
Durante a suposta entrevista, a jovem mencionou que estava procurando uma cama para comprar. O homem, então, sugeriu que fossem ao seu apartamento, afirmando que tinha uma disponível para venda. Apesar de hesitar, ele a segurou pelo braço, a levando para o local. Ao chegarem, o advogado ofereceu um refrigerante, que a jovem aceitou. Após beber, ela começou a se sentir mal e perdeu a consciência.
De acordo com o relato, a jovem acordou cerca de 24 horas depois, sem roupas, dentro do apartamento do homem. Assim que conseguiu sair do local, ela pediu ajuda a um motorista de aplicativo e foi levada à 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, onde registrou a ocorrência.
Investigação em Curso e Denúncias
A Polícia Civil do DF iniciou as investigações e identificou o advogado suspeito, que também se apresentava como empresário. Durante as buscas na residência do investigado, os policiais apreenderam uniformes semelhantes a fardas policiais, bem como comprimidos que poderiam ter sido utilizados para dopar as vítimas. O advogado da jovem informou que levou o caso à Comissão de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A jovem não se calou e decidiu compartilhar sua experiência nas redes sociais, onde outras mulheres entraram em contato, relatando que também passaram por situações semelhantes com o mesmo homem. O caso trouxe à tona a discussão sobre segurança e a necessidade de medidas mais robustas para proteger as vítimas de abusos.
