Desafios econômicos do RS exigem articulação em Brasília
luciano zucco (PL), eleito governador do Rio Grande do Sul no primeiro turno, recebeu apoio significativo do setor empresarial, que se somou a outros grupos de eleitores, incluindo os ligados à polarização política e ao crescimento nacional do partido. Durante a campanha, Zucco abordou questões cruciais da economia gaúcha, como a logística deficiente, especialmente o estado precário das ferrovias, e a baixa visibilidade do turismo do estado no mercado internacional. Pesquisa recente aponta o RS como o último colocado em popularidade entre operadoras turísticas estrangeiras.
Finanças públicas e articulação federal
Um dos principais desafios que Zucco terá pela frente é lidar com o déficit nas finanças estaduais. Para isso, ele aposta em Brasília. O governador defende a prorrogação do Funrigs, mecanismo que suspende o pagamento da dívida do RS com a União desde as enchentes. Essa medida depende da aprovação do Ministério da Fazenda, independentemente de quem esteja à frente da pasta em 2027, ano em que haverá segundo turno nas eleições presidenciais.
Outra estratégia importante é a busca pelo fundo constitucional, uma fonte de crédito barato que beneficia as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas ainda não foi estendida ao Sul e Sudeste. O projeto que visa ampliar esse benefício ao RS anda lentamente no Congresso, com pouca movimentação da bancada gaúcha. Zucco reconhece a necessidade desse apoio para destravar a economia local e está disposto a articular esforços com os 31 deputados federais do estado, em comparação aos mais de 60 de São Paulo, além de buscar apoio dos vizinhos Santa Catarina e Paraná.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
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Medidas pontuais para setores estratégicos
Além das grandes pautas, Zucco prometeu manter o salário mínimo regional acima do nacional, medida importante para a valorização da mão de obra local. Também afirmou que vai avaliar o impacto do South Summit no estado antes de decidir pela renovação do contrato, destacando que o evento é relevante para o Rio Grande do Sul, mas precisa demonstrar retorno prático.
Essas ações refletem uma agenda focada em reverter problemas antigos e aproveitar oportunidades, mas dependem fortemente da capacidade de articulação política em Brasília e da resposta do governo federal às demandas do estado.
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Fonte: reportersorocaba.com.br

