Caôs Urbanos: uma série que expõe a mobilidade e o cotidiano de Brasília (DF)
Brasília (DF) chega às telas nacionais com a estreia da série Caôs Urbanos, que coloca em foco o dia a dia da capital e do Entorno a partir de uma trama ficcional ambientada em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal. A produção, que estreia no Canal Brasil no dia 4 de outubro, às 19h, com reprises em horários alternativos, traz à tona reflexões sobre a mobilidade urbana e os desafios enfrentados por quem depende do transporte público para se locomover.
Feita pela produtora brasiliense Trotoar Audiovisual com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a série foi gravada em locais como Plano Piloto, Taguatinga, Recanto das Emas, Vicente Pires, Vila Planalto, Lago Sul, Lago Norte, Cidade do Automóvel e Arniqueiras, além de municípios do entorno goiano, como Valparaíso e Novo Gama. Ao longo de quatro episódios semanais com 40 minutos cada, Caôs Urbanos acompanha os impactos de uma greve geral do transporte que paralisa Brasília, mostrando como essa situação afeta a rotina dos moradores.
Personagens que refletem os dilemas da mobilidade urbana em Brasília (DF)
A narrativa parte de um assassinato ocorrido dentro de um ônibus e foca a história em três personagens principais: Nonato, Giovanna e Rosa. A partir dessas figuras, a série revela o quanto o transporte influencia a vida da população – seja pela utilização de ônibus, metrô, carros, motos, bicicletas ou deslocamento a pé. O enredo traz suspense e investiga as tensões de poder, ao mesmo tempo em que mostra a luta dos personagens para sobreviver em meio ao caos causado pela paralisação do transporte.
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Mais de cem profissionais do Distrito Federal participaram da produção, que conta com direção de Cássio Oliveira e roteiro de Renata Diniz e Vítor Camargo de Melo. O elenco reúne nomes como Ricardo César, Beth Virgens, Roberta Rangel e Gleide Firmino, além de mais de 30 artistas locais no elenco de apoio. A série destaca a diversidade cultural e social da capital, explorando temas como acesso a direitos sociais, violência urbana, trabalho e questões raciais, de classe e gênero.
Caôs Urbanos fortalece o audiovisual brasiliense e amplia o debate sobre transporte
Além de abordar o transporte como um direito constitucional, Caôs Urbanos busca ampliar a presença do audiovisual produzido em Brasília (DF) no cenário nacional, mostrando um retrato autêntico da realidade local. “Embora o Distrito Federal seja a quarta maior região metropolitana do país, poucas vezes serviu de cenário para séries de ficção, e quando isso aconteceu, geralmente foi produzido por equipes do Rio de Janeiro e São Paulo, que não compreendem a nossa realidade”, destaca Camila Machado, produtora executiva da Trotoar Audiovisual.
A série evidencia as grandes distâncias e o sistema rodoviário que marcam o deslocamento na região, especialmente para a população periférica. Ao fazer isso, revela as conexões entre transporte, acesso a serviços públicos, disputas sociais e dinâmicas familiares, oferecendo uma visão profunda sobre os desafios que Brasília (DF) enfrenta no cotidiano.
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Fonte: rjnoar.com.br
Quando e onde acompanhar Caôs Urbanos
Caôs Urbanos será exibida aos domingos do mês de outubro, nos dias 4, 11, 18 e 25, sempre às 19h, com reprises às quartas-feiras, às 14h, e às sextas-feiras, às 12h30. Em novembro, o Canal Brasil promoverá duas maratonas da série completa, nos dias 1º, às 21h, e 4, às 14h. Além do Canal Brasil, a série também estará disponível nas plataformas Claro TV, Sky, Vivo TV e Oi TV. A programação completa pode ser conferida nas redes sociais oficiais da série, no perfil @caosurbanos_serie.
Sobre a Trotoar Audiovisual
A Trotoar é uma produtora independente de Brasília (DF), fundada em 2012 e formada por Camila Machado e Leonardo Feliciano. Entre suas produções destacam-se os filmes “Branco sai, Preto fica” (2014), “Ressurgentes, um filme de ação direta” (2014), “Chão” (2019), que participou do Fórum da Berlinale 2019, “Cadê Edson?” (2020), lançado no Festival de Cinema de Tiradentes, e “Cavalaria Espacial” (em produção). A produtora também é responsável pelo projeto “Sonário”, um acervo cultural sonoro premiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2018.

