Greve marcada para segunda-feira ameaça o transporte público do Distrito Federal
Motoristas e cobradores do Distrito Federal votaram unanimemente, em assembleia realizada no último domingo (20), pela paralisação das atividades a partir da próxima segunda-feira, dia 28 de setembro. A greve promete impactar diretamente a circulação dos ônibus na região, prejudicando o deslocamento diário de milhares de passageiros.
Principais motivos por trás da paralisação
O foco do impasse está no reajuste salarial e na renovação do acordo coletivo da categoria, que expirou no final de julho. A negociação entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de transporte ainda está em curso, com prazo até a segunda-feira para uma possível conciliação que evite a paralisação.
Até esta quarta-feira (23), o movimento permanecia confirmado, sem sinal de avanço nas conversas. A entidade sindical aguarda uma contraproposta das empresas e mantém a data da greve enquanto não houver uma oferta satisfatória.
Reajuste salarial e benefícios em pauta
O ponto mais crítico da negociação é a correção salarial. Os trabalhadores buscam um aumento que cubra a inflação acumulada desde o último reajuste, além de um ganho real. Além disso, a renovação do acordo coletivo é fundamental para preservar direitos como a jornada de seis horas corridas, tíquete alimentação, cesta básica, planos de saúde e odontológico, e adicional por tempo de serviço.
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Garantia de emprego para cobradores preocupa categoria
A permanência dos cobradores no quadro de funcionários também está entre as reivindicações. Com a modernização dos sistemas de pagamento, a necessidade desse profissional diminuiu em alguns modelos, gerando apreensão no sindicato quanto à estabilidade desses trabalhadores.
Após meses de negociações sem propostas concretas, a assembleia decidiu pela greve. Até agora, nenhuma contraproposta efetiva foi apresentada pelas empresas.
Possibilidade de acordo de última hora
A confirmação da greve não significa necessariamente a paralisação dos ônibus. Caso uma proposta seja aceita antes da segunda-feira, os coletivos podem continuar operando normalmente. A direção sindical também avalia outras formas de mobilização caso as negociações permaneçam estagnadas.
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Paralisação local é distinta da mobilização nacional
É importante diferenciar a greve do Distrito Federal da mobilização nacional anunciada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, que visa discutir o fim da escala 6×1. Essa mobilização nacional foi suspensa diante de avanços nas negociações no Senado.
A greve local está focada na campanha salarial e na renovação do acordo coletivo regional, não tendo relação com as pautas federais.
Resposta do governo local
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, declarou ao Portal Tempo Novo que está aberta ao diálogo, mas rejeita pressões em período eleitoral. Ela também mencionou uma auditoria nos contratos do transporte coletivo e descartou qualquer reajuste tarifário neste momento. Enquanto isso, sindicato e empresas continuam negociando até o último momento para evitar a paralisação dos ônibus na capital.

