Concessão do Aeroporto de Brasília reúne grandes nomes do setor
A briga pelo controle do Aeroporto Internacional de Brasília promete reunir novamente a atual concessionária e grupos internacionais do setor aeroportuário. Entre os interessados está a Zurich Airports, empresa suíça que já administra terminais brasileiros como Florianópolis, Macaé, Vitória e Natal.
Hoje, o aeroporto é gerido pela Inframérica, sociedade formada pela brasileira Infravix e pela argentina Corporación América. A Inframérica detém 51% da concessão, enquanto a Infraero mantém os outros 49%. O novo leilão faz parte de um acordo firmado para reequilibrar financeiramente o projeto, levando o terminal novamente a leilão.
Zurich Airports surge como concorrente forte e experiência em aeroportos brasileiros
Segundo apuração do Brazil Journal, a Inframérica também planeja disputar a concessão, principalmente por meio da parte argentina. A Zurich Airports aparece como uma das principais concorrentes, trazendo sua experiência na gestão de aeroportos nacionais. Recentemente, a empresa vendeu sua participação no Aeroporto de Belo Horizonte (Confins) para a mexicana ASUR, mas mantém o controle dos terminais de Florianópolis, Macaé, Vitória e Natal.
O aeroporto de Natal, por exemplo, foi adquirido pela Zurich após ser repassado pela própria Inframérica, em um leilão com condições similares às previstas para Brasília. Além dessas duas companhias, outras empresas estrangeiras, como a espanhola Aena e a mexicana ASUR, também avaliam entrar na disputa, aumentando a competitividade do processo.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Investimentos de R$ 1,2 bilhão e ampliação da infraestrutura
O futuro concessionário terá compromissos significativos de investimento. O pacote prevê aportes de R$ 1,2 bilhão no Aeroporto de Brasília, incluindo a construção de um novo terminal internacional, um edifício-garagem e uma nova via de acesso ao terminal. Além disso, o concessionário assumirá a responsabilidade por outros dez aeroportos regionais espalhados por diferentes estados brasileiros.
Esses terminais ficam em cidades como Alto Paraíso de Goiás (GO), Barreiras (BA), Bonito (MS), Cáceres (MT), Dourados (MS), Juína (MT), Ponta Grossa (PR), São Miguel do Araguaia (GO), Tangará da Serra (MT) e Três Lagoas (MS). Para esses aeroportos, os investimentos somam R$ 857,8 milhões, ampliando a infraestrutura regional.
Desafios da concessão incluem aeroportos sem voos comerciais regulares
Apesar do potencial, a concessão apresenta desafios importantes. Cinco dos aeroportos incluídos no pacote não contam atualmente com voos comerciais regulares, e não há previsão para retomada dessas operações no curto prazo. A receita nessas unidades depende sobretudo da aviação executiva e agrícola, o que exige estratégias específicas para desenvolvimento.
Essa realidade adiciona uma dimensão regional à disputa, com o Aeroporto de Brasília como principal ativo. A gestão desses terminais menores exigirá atenção especial para garantir sustentabilidade econômica e impacto positivo na região.
Leilão marcado para dezembro definirá futuro da concessão
As propostas econômicas das empresas interessadas deverão ser entregues até 10 de dezembro, acompanhadas das garantias exigidas. A sessão pública do leilão está agendada para 17 de dezembro, às 15h, quando as propostas serão abertas para avaliação.
Com a participação confirmada da Zurich Airports, Inframérica, Aena e ASUR, o processo promete definir não só o futuro do Aeroporto de Brasília, mas também a administração dos dez terminais regionais incluídos no pacote, impactando investimentos, emprego e serviços na aviação nacional.

