Mobilizações Divergentes na Capital Federal
Brasília foi palco de manifestações paralelas nesta segunda-feira (7), durante o desfile cívico do 7 de Setembro. Grupos de direita e esquerda organizaram atos com demandas distintas, refletindo a polarização política vigente. Enquanto os movimentos de direita concentraram-se em pedir a saída do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os de esquerda focaram em reivindicações trabalhistas e sociais.
Pressão Política da Direita por Impeachment
Em frente ao Banco Central, manifestantes de direita clamaram pelo impeachment de Moraes e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação, convocada pelo partido Novo, contou com a participação de candidatos da sigla para o Senado, vice-presidência da República e governo do Distrito Federal. O grupo percorreu o Eixão, avenidade normalmente destinada a lazer aos domingos e feriados.
Simultaneamente, outro ato da direita reuniu apoiadores e candidatos do Partido Liberal para a Câmara dos Deputados e a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), no espaço Funarte. Durante duas horas, os participantes protestaram contra Lula e Moraes, e manifestaram apoio ao ministro André Mendonça, destacando sua atuação no caso Master e no combate à corrupção. Também pediram anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demais condenados pelos eventos de 8 de Janeiro.
Leia também: Brasília terá quatro manifestações no 7 de Setembro com reforço de segurança e controvérsias políticas
Leia também: Mobilização da Direita em Brasília e São Paulo: O Que Aconteceu Hoje
Esquerda Reúne Organizações em Defesa de Direitos e Mudanças Trabalhistas
A 32ª edição do “Grito dos Excluídos” aconteceu na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic, com início às 9h. Sob o tema “Mulheres Vivas e Soberania”, o evento reuniu entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o coletivo Mulheres do Sol e lideranças religiosas. As pautas centrais incluíram o fim da escala de trabalho 6×1, o combate ao feminicídio, a proteção à infância e os direitos dos povos indígenas.
Críticas foram direcionadas ao governo do Distrito Federal, responsabilizado por crises econômicas locais, além do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República. Também foram discutidos temas como a liquidação do Banco Regional de Brasília (BRB), o escândalo do Banco Master e recentes conflitos no STF.
Desfile Cívico Militar e Presença dos Três Poderes
Paralelamente aos atos, o tradicional desfile cívico militar reuniu autoridades na Esplanada dos Ministérios para celebrar o aniversário da Independência. Além do presidente Lula, participaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); e o ministro Edson Fachin, do STF. Lula atuou para garantir a presença dos líderes dos Três Poderes, ressaltando a importância do evento em meio à crise no Judiciário.
Ministros, chefes de polícia e autoridades militares também prestigiaram o desfile, que teve três eixos temáticos: soberania, proteção às meninas e mulheres, e a Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil.

