Competição que une ciência e criatividade
Qual foguete caseiro alcança a maior altitude? Essa foi a pergunta que motivou estudantes da rede pública e privada do Distrito Federal a participarem da 2ª edição da Copa SESI de Foguetes, realizada na Base Aérea de Brasília. Na quinta-feira (13), jovens disputaram o título de campeões ao lançarem foguetes construídos com garrafas PET e propulsão gerada pela reação entre vinagre e bicarbonato de sódio. A iniciativa, que se encerra nesta sexta-feira (14) com a premiação dos vencedores, tem como objetivo despertar o interesse pelas ciências entre os estudantes.
Equipes e desafios em destaque
A equipe “Sheilong”, do Sesi Senai Sobradinho, é uma das concorrentes pelo primeiro lugar. Formada por Antônio Simonsey, 17 anos, e os colegas João André e João Pedro, ambos de 18, eles destacam a qualidade do foguete construído. “Nossos testes chegaram a 150 metros”, conta Antônio. A professora Alice Oliveira, do Sesi Taguatinga e técnica de três equipes, ressalta o impacto do projeto para os alunos. Segundo ela, o desafio ajuda a conectar a teoria das disciplinas de física, química e biologia com a prática, tornando o aprendizado mais significativo.
Premiações e perspectivas dos estudantes
A competição conta com seis categorias de premiação: melhor desempenho geral, maior distância de lançamento, base mais segura, melhor design de foguete, melhor apresentação e melhor projeto científico. Há ainda uma categoria especial para reconhecer o melhor espírito competitivo. Isabelle Cristine, de 15 anos, participante da equipe “Project MC²”, revela sua motivação: “Quero ser engenheira aeroespacial. Hoje, com a inteligência artificial, vejo que é essencial exercitar o próprio raciocínio e conhecimento.” Ítalo Caldas, de 15 anos, da equipe “Corviknight Aero”, participa pela primeira vez e demonstra entusiasmo para o lançamento do foguete.
Leia também: Universidade do Distrito Federal Expande Cursos e Infraestrutura em 2025
Leia também: Paraná Brilha com 19 Medalhas na Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia
Fonte: triangulodeminas.com.br
Iniciação científica e impacto social
Além da construção e lançamento dos foguetes, os estudantes apresentam projetos de iniciação científica durante a semana. A equipe Sheilong, por exemplo, desenvolveu um dispositivo que auxilia pessoas com Alzheimer a ganharem mais autonomia. “O objetivo é oferecer mais independência para quem tem Alzheimer e ajudar os cuidadores, permitindo o controle do uso de remédios por meio de um aplicativo”, explica Antônio Simonsey.
Engajamento e aprendizado prático
Ao todo, 22 equipes participaram com seus projetos, enquanto outros 160 estudantes de escolas públicas do Distrito Federal foram convidados a participar de oficinas sobre aerodinâmica e modelagem 3D. A iniciativa reforça o papel da educação prática como instrumento para ampliar o interesse pelos estudos científicos e tecnológicos entre os jovens da região.
Leia também: Imperatriz Envia Delegação ao Encontro Nacional Mais Ciência na Escola
Fonte: novaimperatriz.com.br

