Prisões marcam desdobramento de ataque a empresa de pagamentos no DF
Uma operação coordenada pela Polícia Civil resultou na prisão de dois suspeitos envolvidos no ataque cibernético contra uma empresa de pagamentos do Distrito Federal, ocorrido em agosto de 2024. Na ocasião, servidores da companhia foram invadidos, e dados de aproximadamente 8 mil clientes foram roubados. Os criminosos exigiram um resgate de R$ 400 mil para não divulgar as informações, mas, diante da recusa da empresa, os dados acabaram vazando na internet.
Investigações apontam participação de grupo criminoso
O ataque envolveu o acesso aos servidores hospedados na nuvem, com obtenção de dados pessoais e bancários dos usuários da plataforma. Em outubro de 2024, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou e cumpriu mandado de busca e apreensão contra um dos envolvidos em Americana (SP). Segundo a PCDF, o suspeito admitiu sua participação e afirmou ter contratado hackers para executar a invasão e extorsão.
Na sequência, a segunda etapa da Operação Disrupção focou em outros dois suspeitos, apontados como autores diretos da invasão. Os mandados foram cumpridos nos bairros de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e Barra Funda, em São Paulo. Os três investigados respondem por extorsão, associação criminosa e invasão de dispositivo informático, com penas que podem chegar a 17 anos de prisão. As apurações prosseguem para localizar possíveis outros envolvidos.
Caso integra contexto de ataques cibernéticos em órgãos públicos
Além do incidente contra a empresa de pagamentos do DF, agosto de 2024 também foi marcado por ataques cibernéticos que afetaram sistemas do Supremo Tribunal Federal (STF), Polícia Federal (PF) e Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Essas ações coincidiram com a suspensão da plataforma X no Brasil, reforçando o cenário de vulnerabilidades em órgãos estratégicos do país.
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