Governo Busca Alternativas para Renegociação de Dívidas
Dados recentes do Ministério da Educação revelam que, até outubro de 2025, aproximadamente 160 mil estudantes estão em atraso com as parcelas do FIES, totalizando uma dívida de cerca de R$ 1,8 bilhão. Em uma declaração feita durante a inauguração de uma nova unidade do Instituto Federal de São Paulo em Sorocaba, o presidente destacou que o governo está considerando medidas para incluir esses alunos em um pacote de renegociação de dívidas. “Estamos enfrentando um problema sério, pois o endividamento no FIES vem aumentando. Não podemos deixar que o sonho de um jovem que se dedicou a um curso universitário se torne um fardo”, afirmou o presidente.
Além do foco na renegociação de dívidas estudantis, o governo também avalia a criação de novas linhas de crédito com juros inferiores aos praticados no mercado, destinadas a motoristas de aplicativo, taxistas e caminhoneiros. A intenção é proporcionar suporte a esses trabalhadores para que possam renovar suas frotas sem comprometer ainda mais suas finanças. A equipe econômica, no entanto, encontra resistência em algumas áreas, especialmente dentro do Ministério da Fazenda.
Fontes ligadas à administração pública informaram à CBN que pesquisas internas indicaram a necessidade de ações direcionadas para esses grupos, que apresentam uma resistência considerável em relação ao governo do presidente Lula. O Palácio do Planalto busca, assim, melhorar a percepção sobre sua gestão entre esses trabalhadores.
Em contrapartida, conquistar o apoio do Ministério da Fazenda tem se mostrado um desafio. Interlocutores revelaram que a equipe econômica está cautelosa em relação à criação de novos incentivos, preferindo concentrar esforços em medidas que visem a redução do endividamento das famílias de baixa renda.
A prioridade do governo permanece voltada para as camadas mais vulneráveis da sociedade e pequenas empresas. A proposta envolve a possibilidade de alinhar ações com instituições bancárias para renegociar dívidas com vencimento de até um ano. Outra alternativa está na conversão de dívidas com altos juros em linhas de crédito mais acessíveis, utilizando o Fundo Garantidor de Operações (FGO) como garantia.
Uma das iniciativas em andamento inclui a liberação de aproximadamente R$ 7 bilhões que a Caixa Econômica Federal retém, referentes ao FGTS, como garantia para antecipação do saque-aniversário. O Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério do Trabalho, ainda estuda a liberação de até R$ 10 bilhões destinados à quitação de dívidas elevadas ou impagáveis, especialmente aquelas oriundas dos juros rotativos do cartão de crédito.

