Projeto Inovador de Inclusão Cultural
Entre abril de 2025 e março de 2026, o programa Museu é o Mundo 2.0 conseguiu impactar cerca de 8,8 mil pessoas por meio de suas ações de mediação cultural, realizadas no Museu Nacional da República. Esta iniciativa tem se consolidado como um importante vetor de formação de público e acesso à arte no Distrito Federal. Com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF), que destinou R$ 287,1 mil através do Edital nº 33/2024, o programa está prestes a finalizar seu ciclo no dia 31 deste mês.
Do total de participantes, 1.732 pessoas participaram de visitas agendadas, abrangendo estudantes de diversas escolas, tanto públicas quanto privadas, enquanto 7.068 visitantes foram caracterizados como público espontâneo. Ao todo, o programa promoveu cerca de 80 mediações em grupo, colaborando com 32 instituições diferentes.
O alcance do projeto se estendeu por várias regiões administrativas do DF, incluindo São Sebastião, Plano Piloto, Guará, Samambaia, Ceilândia e Vicente Pires. Além disso, o programa atraiu visitantes de estados como Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, São Paulo e Espírito Santo.
Acessibilidade e Inclusão no Museu
As atividades do Museu é o Mundo 2.0 foram desenhadas para atender públicos diversos, desde a educação infantil até o ensino superior. O projeto fez questão de incluir pessoas com deficiência, abrangendo condições como Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência auditiva, deficiência intelectual, física e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Esta abordagem reafirma o compromisso da iniciativa com a acessibilidade e inclusão de todos os indivíduos na fruição da arte.
“Projetos como o Museu é o Mundo 2.0 mostram que é possível integrar tecnologia, educação e cultura para levar o museu a mais pessoas, promovendo inclusão e fortalecendo o acesso ao conhecimento em todo o Distrito Federal”, destacou Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa do DF.
Além das ações presenciais, o programa também lançou a iniciativa Museu Vai à Escola, que levou oficinas educativas a cinco escolas, atendendo diretamente 194 alunos. No meio digital, a plataforma do Museu Educativo registrou 16 mil acessos novos em um período de 12 meses, disponibilizando conteúdos interativos, materiais pedagógicos e recursos de acessibilidade como audiodescrição e ferramentas específicas para pessoas surdas e com deficiência visual.
Um Novo Formato de Mediação Cultural
Com um formato híbrido, o Museu é o Mundo 2.0 combina mediação presencial e virtual, criando pontes entre o público e o patrimônio cultural, seja ele material ou imaterial. Essa proposta atualiza o papel dos museus, que se tornam espaços educativos, inclusivos e descentralizados.
“Através de iniciativas como o Museu é o Mundo 2.0, podemos observar como a tecnologia pode ser uma aliada na educação e cultura, tornando os museus mais acessíveis e promovendo uma maior inclusão social”, finalizou Claudio Abrantes.

