Ato na Praça do Buriti Reúne Entidades em Defesa do Patrimônio Público
Na quarta-feira, dia 18 de março de 2026, diversas entidades trabalhistas e sindicatos de servidores se reuniram na Praça do Buriti, em Brasília, para protestar contra o governo de Ibaneis Rocha (MDB) e a vice-governadora Celina Leão (PP). O lema do ato é claro: “NÃO à venda do patrimônio público”.
A mobilização foi convocada por grupos como a CUT, Sinpro, SAE, Sindinfirmiero-DF, Sindser, AES-SES/DF e SODF, que buscam denunciar o que consideram uma tentativa de “dilapidar” os bens públicos do Distrito Federal. As entidades afirmam que a venda de patrimônio compromete não apenas o futuro da região, mas também a qualidade dos serviços oferecidos à população. “É hora de barrar o desmonte!”, ressaltou um dos organizadores do ato.
Esse protesto ocorre em um momento delicado, marcado por críticas ao Projeto de Lei (PL) aprovado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que permite o uso de imóveis públicos como garantia ou aporte ao Banco de Brasília (BRB) para cobrir prejuízos com o Banco Master. Oposição e movimentos sociais veem essa medida como uma forma disfarçada de privatização e um desvio de finalidade dos bens públicos que pertencem à sociedade.
Os manifestantes se preparam para ocupar a Praça do Buriti a partir da manhã, com discursos de líderes sindicais e representantes da sociedade civil. As expectativas são altas, e os organizadores esperam uma expressiva adesão de servidores públicos e cidadãos preocupados com o futuro do Distrito Federal.
O clima de insatisfação se intensifica entre os trabalhadores, que buscam defender seus direitos e o patrimônio coletivo frente às ações do governo local. Este ato não é apenas um grito de resistência, mas também uma tentativa de mobilizar a sociedade em torno de uma causa que impacta a todos.
O apelo das entidades é claro: é necessário resgatar o patrimônio público e garantir que ele continue a servir à população. As vozes que ecoarão na Praça do Buriti nesta quarta-feira são um reflexo de um movimento maior que luta contra o que considera um desmonte das políticas públicas.
Em tempos de crise e dificuldades econômicas, a defesa do patrimônio público se torna ainda mais crucial. As entidades envolvidas no ato pretendem mostrar ao governo que a população não aceitará passivamente o que consideram um desvio de recursos e uma ameaça à infraestrutura necessária para o desenvolvimento do DF.
As redes sociais também desempenham um papel fundamental na mobilização, com convites sendo compartilhados em grupos de WhatsApp e perfis de Instagram, para que mais pessoas se juntem à causa. A participação da sociedade civil é vista como um elemento essencial para aumentar a pressão sobre os governantes e reivindicar mudanças significativas.
Assim, à medida que as horas se aproximam do ato, a expectativa se intensifica. A Praça do Buriti se torna não apenas um espaço físico, mas um símbolo da luta por um futuro mais justo e igualitário para todas as pessoas que habitam o Distrito Federal.

