O Impacto da Economia Criativa nas Cidades
A secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), Cláudia Leitão, esteve presente nesta sexta-feira (13) no II Fórum Cidades Criativas Design, realizado em Brasília pelo Instituto ACDF – Associação Comercial do Distrito Federal. Com o tema ‘Design sem Fronteiras’, o evento reuniu representantes do governo, especialistas e instituições para discutir o papel da criatividade como um ativo estratégico para as cidades, promovendo inovação, inclusão e qualidade de vida no ambiente urbano.
Durante sua fala, Cláudia Leitão enfatizou a importância das cidades na construção de políticas públicas voltadas para o bem-estar social. Ela destacou que o debate acerca da criatividade e do desenvolvimento urbano está intimamente ligado ao direito das pessoas à cidade. ‘O lugar das cidades é uma possibilidade não apenas de sobrevivência, mas de felicidade, esperança e humanidade. A cidade é um espaço que deve ser acessível para todos, onde podemos caminhar com crianças e idosos e garantir o direito de cada um a este espaço’, afirmou.
A secretária também ressaltou que encontros como o Fórum são essenciais para fortalecer o papel das cidades na elaboração e implementação de políticas públicas, especialmente nas áreas que convergem cultura, inovação e desenvolvimento econômico. Como ela mesmo destacou: ‘Este fórum tem uma tarefa importante: nos lembrar que estamos aqui para pensar, formular, implementar e monitorar políticas públicas. E essas políticas se encontram onde? Nas cidades.’
A Economia Criativa como Vetor de Transformação
Outro ponto abordado por Cláudia Leitão foi o potencial da economia criativa como motor de transformação social e urbana. Ela defendeu que este setor deve ser visto de maneira mais abrangente nas estratégias de desenvolvimento do país. ‘Cidade criativa não é apenas uma cidade com vocação criativa. É uma cidade em que a economia criativa transforma o território, mitiga desigualdades, enfrenta desafios climáticos e constrói um projeto coletivo’, explicou.
O II Fórum Cidades Criativas Design contou com a participação de representantes de diversas instituições públicas e privadas, incluindo Embratur, Unesco Brasil, Ministério do Turismo, ApexBrasil e a Secretaria de Turismo do Distrito Federal. Entre os participantes estavam Rafaela Herrmann (Embratur), Isabel de Paula (UNESCO Brasil), Ângela Baltazar (MTur) e Gabriel Machado (ApexBrasil), além do secretário Franklin Martins (Setur/DF).
O evento também propôs reflexões sobre como o design pode oferecer soluções inovadoras para os territórios, estimulando a adoção de modelos de desenvolvimento urbano sustentável.
Articulação entre Governos e Cidades
Ao final de sua apresentação, a secretária Cláudia Leitão reforçou a necessidade de uma articulação mais efetiva entre governos, instituições e redes de cidades para fortalecer o papel da economia criativa nas políticas públicas. ‘Essa rede tem um poder imenso. O desafio agora é sair das bolhas e ampliar o diálogo para que a criatividade se torne, de fato, um instrumento de transformação das cidades’, concluiu a secretária. O evento certamente abriu espaço para um debate relevante e necessário sobre a importância do design e da criatividade na construção de cidades mais inclusivas e sustentáveis.

