Desemprego em Números Históricos
Dezenove estados brasileiros, além do Distrito Federal (DF), encerraram o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que teve início em 2012. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em todo o país, a taxa de desemprego atingiu 5,6%, um recorde desde o início do monitoramento, conforme anunciado pelo IBGE no final de janeiro. Essa pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e avalia diversas formas de ocupação, incluindo trabalhos formais e informais, além de atividades autônomas.
Para o IBGE, só são consideradas desocupadas aquelas que buscaram emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. Para obter esses dados, o instituto realiza visitas a aproximadamente 211 mil domicílios distribuídos por todas as unidades da federação, incluindo o DF.
As Menores Taxas de Desemprego por Estado
Entre as unidades da federação que se destacaram por suas baixas taxas de desemprego, os números são impressionantes:
- Mato Grosso: 2,2%
- Santa Catarina: 2,3%
- Mato Grosso do Sul: 3%
- Espírito Santo: 3,3%
- Paraná: 3,6%
- Rio Grande do Sul: 4%
- Minas Gerais: 4,6%
- Goiás: 4,6%
- Tocantins: 4,7%
- São Paulo: 5%
- Paraíba: 6%
- Ceará: 6,5%
- Pará: 6,8%
- Maranhão: 6,8%
- Distrito Federal: 7,5%
- Amapá: 7,9%
- Sergipe: 7,9%
- Rio Grande do Norte: 8,1%
- Amazonas: 8,4%
- Bahia: 8,7%
Embora Rondônia tenha encerrado o ano com uma taxa de 3,3% — mantendo-se entre os menores índices do país —, o estado não apresentou queda em relação ao ano anterior, quando a taxa foi de 3,1%. Já o Amazonas, que também está entre os estados com menos desemprego, repetiu sua marca de 8,4% em 2025.
Desigualdade e Informalidade no Mercado de Trabalho
O levantamento do IBGE também revelou que, entre as 27 unidades federativas, 12 delas estão abaixo da média nacional de 5,6% de desemprego, enquanto 15 superaram esse número. Os estados do Nordeste registraram as maiores taxas de desocupação. O quadro é alarmante, principalmente com relação à informalidade no mercado de trabalho, que, ao final de 2025, alcançou 38,1% no Brasil.
O destaque negativo se concentra nas regiões Norte e Nordeste, onde muitos trabalhadores não possuem garantias de direitos trabalhistas. Confira a taxa de informalidade em algumas UFs:
- Maranhão: 58,7%
- Pará: 58,5%
- Bahia: 52,8%
- Piauí: 52,6%
- Ceará: 51%
- Amazonas: 50,8%
- Paraíba: 49%
- Sergipe: 48,2%
- Pernambuco: 47,8%
- Alagoas: 47,5%
Rendimento Médio dos Trabalhadores
O IBGE também apresentou dados sobre os rendimentos mensais dos trabalhadores, indicando que o DF e oito estados apresentaram valores acima da média nacional, que é de R$ 3.560. O Distrito Federal se destacou, liderando o ranking com um rendimento médio de R$ 6.320, o que pode ser atribuído ao alto número de servidores públicos, que normalmente contam com salários superiores aos da iniciativa privada.
A seguir, veja os rendimentos médios em outros estados:
- São Paulo: R$ 4.190
- Rio de Janeiro: R$ 4.177
- Santa Catarina: R$ 4.091
- Paraná: R$ 4.083
- Rio Grande do Sul: R$ 3.916
- Mato Grosso do Sul: R$ 3.727
- Mato Grosso: R$ 3.688
- Goiás: R$ 3.628
Esses dados, portanto, refletem um panorama positivo em termos de desemprego, mas ainda evidenciam desigualdades significativas em relação à informalidade e aos rendimentos no mercado de trabalho brasileiro.

