Líderes do Agronegócio Celebram Mudanças no MAPA
Em uma movimentação estratégica que promete revolucionar a fruticultura em Santa Catarina, representantes do agronegócio do estado foram ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e saíram com uma conquista inédita para os produtores de maçã. Antônio Marcos Pagani de Souza, vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, José Zeferino Pedroso, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC), e Moisés Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), dialogaram com o superintendente Francisco Powell sobre a possibilidade de realizar inspeções fitossanitárias diretamente na origem da produção.
Novo Procedimento e seus Impactos
Até então, as exportações de maçã de Santa Catarina enfrentavam um grande obstáculo logístico: as certificações fitossanitárias, essenciais para garantir a sanidade das frutas nos mercados internacionais, eram feitas exclusivamente nos portos. Isso obrigava os produtores a transportar as maçãs por longas distâncias até os terminais no Rio Grande do Sul ou no Paraná, resultando em apenas 20% das exportações sendo realizadas pelos portos catarinenses. O novo acordo permite a realização dessas inspeções nos Packing Houses localizados em Fraiburgo e São Joaquim, eliminando etapas desnecessárias e onerosas para os produtores.
O Governo do Estado, através do governador Jorginho Melo e das secretarias de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, assim como a CIDASC e a Epagri, apoiou tecnicamente essa demanda desde a safra de 2024/2025, tornando essa conquista uma das principais bandeiras do governo em defesa da fruticultura catarinense.
Benefícios Diretos para Produtores e a Economia Catarinense
A nova medida traz uma série de impactos positivos diretos não apenas para os produtores, mas também para a economia local. Entre os principais benefícios, destacam-se:
- Redução de Custos: Com as inspeções sendo feitas nas Packing Houses, os containers irão parar por menos tempo nos portos, o que diminuirá os gastos com armazenagem e demurrage (taxas por atraso) que podem facilmente alcançar milhares de reais por dia.
- Qualidade da Fruta: A diminuição do tempo de transporte significa que as maçãs chegarão ao destino mais frescas, reduzindo as perdas por deterioração e garantindo que atendam às rigorosas exigências dos importadores europeus e asiáticos.
- Agilidade e Competitividade: Agora, os exportadores catarinenses poderão competir em pé de igualdade com os do Rio Grande do Sul e Paraná, onde esse modelo já está em operação. As projeções apontam para um aumento de 50% nas exportações via portos locais, o que gerará mais receita e empregos nas cidades de São Joaquim e Fraiburgo.
Além disso, a economia catarinense se beneficiará com a retenção de mais divisas no estado, fortalecendo toda a cadeia produtiva e trazendo vantagens para desde pomares familiares até grandes agroindústrias. A expectativa é que isso resulte em um impacto positivo estimado em R$ 100 milhões anuais na economia local.
“É um ganho histórico para a fruticultura catarinense. A fruta sai da origem devidamente certificada, chega mais rapidamente e de forma competitiva ao exterior, beneficiando todos: produtores, transportadores, exportadores e nossa economia”, destacou Pagani de Souza.
Com essa nova configuração, São Joaquim, já considerado o maior polo de maçãs de altitude do Brasil, ganha ainda mais destaque, consolidando Santa Catarina como uma referência em qualidade e inovação no setor de agroexportação.

