Filiação de Arruda ao PSD e suas Implicações Políticas
No cenário político do Distrito Federal, o ex-governador José Roberto Arruda manifestou, nesta terça-feira, 20, que sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) representa uma oportunidade de revitalização para a legenda. Durante uma entrevista, ele ressaltou que o diretório do partido na capital federal estava carente de um projeto político estruturado, o que, segundo ele, justifica sua nova associação.
Arruda, que já enfrentou desafios legais, incluindo uma prisão relacionada ao escândalo do mensalão do DEM, filiou-se ao PSD em dezembro. A cerimônia de filiação contou com a presença do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, e tem como objetivo viabilizar seu retorno à disputa pelo governo do DF.
“Estamos vivendo um dos piores momentos da história de Brasília. O Banco de Brasília (BRB), que sempre foi um pilar para o desenvolvimento da região, se envolveu na maior fraude bancária da história do Brasil, adquirindo R$ 12,7 bilhões em títulos considerados ruins, resultando em um prejuízo que chega a R$ 4,5 bilhões. O risco de perdermos nosso banco é real”, afirmou Arruda, expressando sua preocupação com a situação financeira da capital.
Mudanças na Lei da Ficha Limpa: Uma Luz no Fim do Túnel
Após deixar o Partido Liberal (PL), onde a candidatura a uma vaga na Câmara dos Deputados foi a única opção garantida pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, Arruda também considerou a possibilidade de se filiar ao Avante. A decisão de mudar de partido, portanto, reflete um movimento estratégico em busca de retomar sua carreira política.
Durante seu tempo como governador do DF, Arruda enfrentou uma condenação por improbidade administrativa, que foi ratificada pela Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no ano passado. Essa decisão o tornaria inelegível por mais oito anos. No entanto, uma nova lei aprovada pelo Congresso e sancionada, com vetos, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode reverter esse cenário e restabelecer seus direitos políticos.
Essa legislação modifica a contagem do prazo de inelegibilidade estabelecida pela Lei da Ficha Limpa. A partir de agora, o período de oito anos será contabilizado a partir de marcos específicos, como uma condenação por um órgão colegiado, em vez de apenas ao final de uma legislatura. Essa mudança pode encurtar o tempo que Arruda ficará afastado da política.
Apesar dessas incertezas, Lula vetou o trecho que permitiria a aplicação retroativa da nova regra, limitando seus efeitos a decisões futuras e assegurando que políticos já condenados não seriam beneficiados. Isso visa evitar uma liberação indiscriminada das candidaturas que estão atualmente barradas pela legislação.
A Confiança de Arruda em Sua Candidatura
Questionado sobre seu futuro político, Arruda expressou otimismo durante uma entrevista ao portal Poder360. Ele acredita que sua candidatura será viabilizada, afirmando: “A lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente estipula que o prazo de oito anos começa a contar na decisão de segundo grau, que ocorreu em 2014, portanto, já venceu em 2022”.
Além disso, o ex-governador enfatizou que a nova norma sancionada estabelece que o acúmulo de prazos de inelegibilidade, especialmente em casos relacionados à improbidade administrativa, não pode exceder 12 anos.
“Se surgirem outras condenações forjadas, o prazo de inelegibilidade pode expirar antes mesmo do registro das candidaturas. A lei sancionada pelo presidente me tornou elegível, independentemente de quaisquer tentativas de me condenar e afastar do cenário político”, concluiu Arruda, demonstrando segurança em suas perspectivas futuras.

