Fazenda e BRB em Foco
Nesta segunda-feira (19), a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda emitiu um comunicado oficial negando qualquer discussão, seja formal ou informal, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do Banco de Brasília (BRB) em relação ao incidente que envolveu a instituição após o escândalo do Banco Master. A declaração vem à tona após uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo que insinuou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teria pressionado o governo do DF por prazos referentes a um potencial aporte no BRB.
Na semana anterior, o BRB já havia se manifestado, afirmando que não descartava a possibilidade de um aporte por parte de seu controlador, o governo do Distrito Federal, caso a instituição sofresse prejuízos em decorrência do caso envolvendo o Banco Master. “Caso haja confirmação de possíveis prejuízos, o BRB possui um plano de capital que inclui, entre outras opções, um aporte direto do controlador, o que já foi sinalizado como uma possibilidade, além de outros mecanismos que possam auxiliar na recomposição do capital do Banco”, declarou a instituição financeira.
Investigações da Polícia Federal apontam que a fraude envolvendo o Banco Master e o BRB pode ultrapassar a marca de R$ 12 bilhões. Em resposta ao escândalo, o Banco de Brasília optou por contratar uma auditoria externa para investigar a situação. “O BRB informa que a análise sobre os potenciais prejuízos decorrentes da aquisição de carteiras do Banco Master ainda está em processo de apuração pelo Banco Central e pela auditoria independente da Machado e Meyer, com a assistência técnica da Kroll”, acrescenta a nota divulgada.
Consequências e Medidas em Andamento
Na semana passada, a Operação Compliance Zero atingiu sua segunda fase, intensificando as investigações. O BRB avalia que o progresso nas apurações eleva as chances de recuperação dos recursos que foram investidos no Banco Master. Em um encontro realizado em 12 de janeiro, a instituição financeira de Brasília se reuniu com o liquidante do Banco Master para discutir o futuro da situação.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) irá ressarcir aproximadamente 1,6 milhão de credores que possuíam depósitos e investimentos no Banco Master, totalizando R$ 41 bilhões. “Como credor na liquidação, o Banco se compromete a respeitar a ordem de prioridade dos demais credores, mas continua a trabalhar com determinação para recuperar todos os compromissos pendentes. A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, é fundamental para alcançar esse objetivo, uma vez que o bloqueio de bens aumenta as perspectivas de devolução dos recursos ao BRB, reforçando as ações de recuperação em andamento”, conclui a nota do BRB.

