Arco e Flecha Ganha Espaço no Distrito Federal
Embora ainda pouco conhecido no Brasil, o arco e flecha vem conquistando cada vez mais adeptos no Distrito Federal. No Lago Oeste, o Clube Artemis Arco e Flecha se destaca como um local de acesso ao esporte, oferecendo a possibilidade de um primeiro contato com a modalidade, sem exigir experiência prévia ou equipamentos próprios.
Com o nome inspirado na deusa grega da caça, o Artemis não se limita a treinos para iniciantes; também atende atletas experientes e realiza eventos, como comemorações de aniversário. A gestão do clube é feita pelo casal Suzana de Moura Souza, de 58 anos, e Reinaldo Cândido Pinheiro, de 63 anos, que decidiram compartilhar sua paixão pelo esporte.
Uma Jornada Inesperada no Mundo do Arco e Flecha
Reinaldo iniciou sua trajetória no arco e flecha de forma casual, após adquirir um arco por impulso. Há cerca de cinco anos, ele fez uma aula experimental e, movido pela curiosidade e paixão, logo passou a competir e concluir cursos de instrutor. Junto com Suzana, que também se envolveu na prática, fundou o clube em janeiro de 2024, aproveitando o espaço de sua chácara.
Atualmente, Reinaldo é um instrutor de nível dois e observa um crescimento significativo na comunidade de arco e flecha do DF. “Quando comecei, havia apenas 15 pessoas na linha de tiro. Agora, temos cerca de 40 atletas ativos”, relata. Ele já compete nas modalidades indoor e outdoor, que se diferenciam pela distância e ambiente da disputa.
Equipamentos e Preparações para o Futuro
As categorias do arco e flecha variam conforme o tipo de equipamento, que pode ser o arco recurvo, utilizado em competições olímpicas, ou o arco composto. Reinaldo destaca uma importante novidade para as Olimpíadas de Los Angeles em 2028: a inclusão da competição de arco composto. Para ele, a escolha do arco é pessoal e vai além da habilidade do praticante. “Com o tempo, cada um se identifica com um tipo de equipamento. É semelhante a um relacionamento”, compara.
Suzana, por outro lado, prefere o arco recurvo e se envolveu na prática por influência do marido. “Nunca fui uma pessoa competitiva, mas agora estou apreciando a adrenalina de me desafiar cada vez mais”, compartilha. Para ela, o Artemis tem uma função introdutória, atraindo curiosos que acabam se apaixonando pelo esporte.
Desafios e Conquistas na Prática
Apesar da experiência, Suzana aponta a concentração como um desafio constante. “Sou bastante dispersa e, às vezes, tenho dificuldades para focar”, confessa. O estudante Arthur Aires, de 16 anos, concorda, destacando o foco como um dos maiores obstáculos, especialmente durante competições, quando a presença do público pode ser uma distração.
Arthur começou a treinar com a abertura do Artemis e, nos últimos dois anos, representou o Distrito Federal nos Jogos da Juventude, um evento nacional que reúne atletas até 17 anos. Para ele, a tranquilidade e a individualidade do arco e flecha são aspectos atraentes. “A calma necessária para atirar é uma das coisas que mais gosto; depende apenas de mim”, ressalta.
A Conexão Pessoal com o Esporte
A psicóloga Vitória de Almeida, de 29 anos, que pratica o esporte há seis meses, também valoriza o momento de concentração que o arco e flecha proporciona. “Aprecio a paz que existe quando me posiciono para disparar. É um momento único de silêncio e foco”, afirma. Vitória sempre teve um fascínio por arcos e flechas desde a infância, influenciada por histórias medievais, e após a maternidade, decidiu investir em uma atividade que a fizesse se sentir realizada.
Ela já participou de duas competições e observa um crescimento em suas habilidades. A prática do arco e flecha, para Vitória, é mais que um esporte; é uma forma de redescobrir-se após a maternidade.
Para mais informações sobre o Clube Artemis, você pode acompanhar o perfil no Instagram @artemisarcoeflecha.

