Colaboração Estratégica para o Web Summit Rio 2026
Na última quarta-feira (14), representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) se reuniram em Brasília (DF) com o intuito de discutir o papel do Governo do Brasil na terceira edição do Web Summit Rio 2026. Este evento, um dos maiores do setor de tecnologia, empreendedorismo e inovação global, está programado para ocorrer entre os dias 8 e 11 de junho de 2026.
A reunião teve como foco a intensificação da representação brasileira no evento, assim como o apoio aos organizadores na apresentação de propostas junto a entidades e órgãos relevantes. O objetivo principal é otimizar a participação do país, transformando o Web Summit em uma plataforma ainda mais robusta para o ecossistema de inovação nacional, com a colaboração de diversas entidades.
A chefe de gabinete da Secretaria Executiva do MCTI, Maria Luiza Rangel, representou o Ministério na discussão. “Desde 2023, o governo retomou com força a pauta de ciência e tecnologia, elevando a inovação a um novo patamar”, afirmou Rangel. Ela ressaltou a intenção de criar um grande pavilhão do Brasil no evento, a fim de apresentar a força da gestão federal de maneira unificada. “Precisamos nos unir para potencializarmos nossos resultados”, complementou.
A Importância do Web Summit para o Turismo e Tecnologia
A Embratur vê o Web Summit como uma oportunidade valiosa para ressaltar a relevância econômica do turismo e sua conexão com o setor tecnológico. O diretor de parcerias globais do evento, Hugo Medeiros, enfatizou o imenso potencial do Brasil. “Com uma dimensão continental e 27 unidades federativas, o Brasil se destaca por ter diversas áreas desenvolvendo tecnologias que são referência mundial”, destacou Hugo.
Impacto Econômico do Evento
O Web Summit Rio é esperado para gerar um impacto econômico significativo no Brasil. Um estudo realizado pela prefeitura do Rio de Janeiro em 2023 prevê um ganho de R$ 1,8 bilhão na economia da cidade até 2030. Em uma estimativa conservadora, para cada real investido pela prefeitura, o retorno seria de pelo menos R$ 4.
O evento atrai um público altamente qualificado, com aproximadamente 45% dos participantes ocupando cargos seniores, como CEOs, fundadores e vice-presidentes. Na edição de 2025, o Web Summit Rio contou com a presença de representantes de 102 países, e a expectativa para 2026 é receber cerca de 40 mil visitantes.
O Papel da Ciência nas Iniciativas Ambientais
Além do Web Summit, a ciência teve um papel central na agenda ambiental do Brasil em 2025. O MCTI atuou para fortalecer a pesquisa e a inovação como pilares fundamentais nas políticas públicas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas e à proteção dos biomas, especialmente na realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30).
Durante a COP 30, a Casa da Ciência, instalada no Museu Paraense Emílio Goeldi, reuniu pesquisadores, gestores e o público em busca de soluções científico-ambientais. A ministra Luciana Santos declarou: “Não há política climática eficaz sem ciência”. Ela destacou que em 2025, o MCTI colocou o conhecimento e a inovação como prioridades para enfrentar crises climáticas e promover um desenvolvimento sustentável.
DataClima+: Inovação para a Política Climática
Uma das novidades apresentadas pelo MCTI na COP 30 foi o lançamento do DataClima+, um sistema nacional que busca integrar informações sobre mitigação, adaptação e financiamento climático, alinhando-se às diretrizes do Acordo de Paris. Com uma infraestrutura tecnológica robusta, o DataClima+ visa melhorar o planejamento e a avaliação das ações climáticas no país.
Editais para Pesquisa em Sustentabilidade
Durante a conferência, o MCTI também lançou três editais voltados para empresas e instituições de pesquisa focadas em sustentabilidade, reforçando o compromisso de transformar ciência e tecnologia em motores de desenvolvimento.
Entre os editais estão o Pró-Amazônia, que destina R$ 150 milhões para projetos de biotecnologia e energias renováveis na Amazônia; o Edital de Recuperação e Preservação de Acervos, com R$ 250 milhões para a preservação de acervos científicos e culturais; e o Edital de Fundos de Investimento em Bioeconomia, que aloca R$ 60 milhões para apoiar empresas do setor.
A criação do Programa Prioritário de Interesse Nacional em Bioinformática também foi anunciada, focando no desenvolvimento de tecnologias em bioinformática e promovendo a integração de políticas industriais com a agenda de bioeconomia.
Essas iniciativas refletem um compromisso contínuo do MCTI em promover ciência e inovação como pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável no Brasil.

