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    Início » Petróleo e Chavismo: A Transformação Política da Venezuela em 30 Anos
    Política

    Petróleo e Chavismo: A Transformação Política da Venezuela em 30 Anos

    11/01/2026
    Petróleo e Chavismo: A Transformação Política da Venezuela em 30 Anos

    Uma Nova Era Política na Venezuela

    A detenção de Nicolás Maduro, líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), por forças armadas dos Estados Unidos, em 3 de janeiro de 2026, marca uma mudança significativa em um ciclo político que perdura por quase três décadas. A trajetória começou com Hugo Chávez e sua abordagem revolucionária, que moldou a política e a economia do país.

    Chávez, ao longo de seu governo, consolidou o projeto bolivariano, fundamentado em uma economia que sempre foi vulnerável à dependência do petróleo. Ele reorganizou o poder em torno de um Estado centralizado, com instituições sob controle partidário e uma forte influência das Forças Armadas.

    Colapso do Sistema Pré-Chávez

    A ascensão de Chávez não foi um fenômeno isolado, mas o resultado de uma série de crises que se acumularam durante o Pacto de Punto Fijo, que vigorou de 1958 a 1998. Este pacto, que uniu os partidos Acción Democrática (AD) e Copei, visava a alternância no poder e a divisão da riqueza do petróleo com empresas estrangeiras, especialmente as norte-americanas. No entanto, falhou em diversificar a economia e em combater as desigualdades sociais.

    Com a implementação da Lei de Hidrocarbonetos em 1943, a Venezuela estabeleceu um sistema em que o Estado recebia cerca de 50% dos lucros das vendas de petróleo, enquanto o restante ia para empresas estrangeiras. Essa estrutura perpetuou a dependência do país em relação ao mercado petrolífero e aos preços globais, sem avanços na diversificação econômica ou na diminuição das disparidades sociais.

    Na década de 1980, a queda dos preços do petróleo, combinada com o aumento da dívida externa, comprometeu a capacidade do governo de manter essa política. O estopim dessa crise foi o Caracazo, em 1989, caracterizado por uma série de protestos e saques na capital, Caracas, e em outras cidades. A resposta do governo foi violenta, resultando em centenas de mortes, um indicativo do descontentamento popular com décadas de dependência do petróleo.

    O Surgimento do Chavismo

    Esse cenário tumultuado permitiu que Chávez, então tenente-coronel, tentasse um golpe em 1992. Após ser preso e anistiado, ele retornou em 1998 como um símbolo de resistência às elites, sendo eleito presidente com apoio popular significativo. Seu governo foi visto como uma nova esperança para muitos venezuelanos.

    Os Fundamentos do Projeto Bolivariano

    O bolivarianismo, proposto por Chávez, foi uma tentativa de reconstruir o Estado e promover a justiça social. Os pilares dessa proposta incluíam a soberania nacional, com controle estatal sobre os recursos petrolíferos, a redistribuição de riquezas geradas pelas commodities e a integração regional por meio da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba), formada em 2004 com Cuba, Bolívia, Nicarágua e outros países aliados ideologicamente.

    Em 1999, Chávez promulgou uma nova Constituição, renomeando o país como “República Bolivariana da Venezuela”, uma mudança que simbolizava sua visão de refundação e a busca por uma identidade nacional centrada na soberania e na justiça social. A nova Carta Magna também permitiu a centralização do poder no Executivo, com reeleições sucessivas e controle sobre os demais poderes do Estado.

    Segundo Thiago Rodrigues, professor da UFF, o projeto bolivariano surgiu da necessidade de autonomia da América Latina frente ao imperialismo das potências globais, especialmente os Estados Unidos.

    Desafios do Modelo Econômico

    O chavismo encontrou seu suporte na alta dos preços das commodities nos anos 2000. Entretanto, especialistas alertam que essa dependência trouxe vulnerabilidades significativas. A abundância de recursos financeiros possibilitou a expansão de programas sociais e subsídios, mas também criou uma economy rentista.

    O economista Hugo Garbe, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, aponta que a “doença holandesa” ocorre quando a riqueza de um recurso natural causa a valorização da moeda local, prejudicando a competitividade de outros setores. O petróleo, que deveria ser um vetor de crescimento, acabou gerando fragilidades a longo prazo.

    A Sucessão e os Desafios de Maduro

    Chávez e Maduro compartilham uma base política comum, mas operaram em contextos diferentes. Enquanto Chávez se destacou pela forte liderança e mobilização social, Maduro herdou um sistema já centralizado em um cenário de crise econômica e isolamento diplomático, dependendo do controle institucional para manter sua governabilidade.

    No entanto, a falta de um líder carismático como Chávez e os efeitos negativos da dependência do petróleo tornaram a legitimidade do chavismo vulnerável. O controle da situação passou a depender mais do poder das Forças Armadas e do aparato judicial, intensificando o isolamento internacional e limitando as chances de uma transição política pacífica.

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