Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Últimas notícias:
    • Movimentação Estrondosa: Conta de Zelador no DF Envolve R$ 600 Mil em um Mês
    • A Tempestade Perfeita no Agronegócio: Reflexões de Marcos Jank
    • Tragédia em Minneapolis: Morte de mulher por agente do ICE gera crise política nos EUA
    • Concursos no Sul: Principais Oportunidades para 2026
    • Teatro e Oficinas: Atividades Culturais para Crianças no DF Neste Fim de Semana
    • Calendário 2026 do Agronegócio no Espírito Santo: Eventos que Movimentam Milhões
    • Ministério da Saúde Elogia Ações do DF no Combate ao Sarampo em 2025
    • Carnaval e Cultura: Fim de Semana Agitado no DF com Temporaneo e Samba da Akotirene
    Olhar da NotíciaOlhar da Notícia
    Sexta-feira, 9 Janeiro
    • Home
    • Agronegócio
    • Cultura
    • Distrito Federal
    • Economia
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Saúde
    • Tecnologia
    Olhar da NotíciaOlhar da Notícia
    Início » Gigantes do Agronegócio Rompem com a Moratória da Soja e Aumentam Risco de Desmatamento na Amazônia
    Agronegócio

    Gigantes do Agronegócio Rompem com a Moratória da Soja e Aumentam Risco de Desmatamento na Amazônia

    07/01/2026
    Gigantes do Agronegócio Rompem com a Moratória da Soja e Aumentam Risco de Desmatamento na Amazônia

    Decisão Impactante para a Amazônia

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou, na última segunda-feira (5), sua saída da Moratória da Soja, um acordo crucial para a preservação da Amazônia que complementa o Código Florestal Brasileiro. Com essa decisão, grandes empresas do setor, como Bunge, Cargill e Amaggi, abrem mão do compromisso de não adquirir soja proveniente de áreas desmatadas na Amazônia após 2008.

    A saída da associação reflete a nova legislação do Mato Grosso, a lei estadual 12.709/2024, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026. Essa norma limita os benefícios fiscais às empresas que permanecem signatárias da moratória, gerando preocupação entre especialistas e ambientalistas sobre os riscos que essa movimentação representa para a floresta e as metas de desmatamento zero estabelecidas pelo Brasil.

    Consequências para o Clima e a Floresta

    O Instituto de Manejo e Certificação Florestal (Imaflora), com 30 anos de experiência em promover práticas sustentáveis, alerta sobre a possibilidade da extinção da moratória. Em nota, o instituto enfatizou que, caso a Moratória da Soja seja revogada, o que se espera é um aumento no desmatamento e, consequentemente, um crescimento nas emissões de gases de efeito estufa (GEE). “Essa decisão pode comprometer seriamente as metas climáticas brasileiras, que se comprometeram a reduzir as emissões de GEE em até 67% até 2035”, destaca o comunicado.

    Por outro lado, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), declarou que a decisão da Abiove é uma ‘vitória’ para o estado, que representa aproximadamente 29% da produção nacional de soja, segundo dados de julho de 2025 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “A partir deste momento, essas empresas deverão seguir a legislação ambiental brasileira, onde o Código Florestal será o guia para as exigências ambientais em nosso país”, afirmou Mendes em mensagem divulgada pela Secretaria de Comunicação do Estado.

    O Papel do Código Florestal

    Entretanto, a aplicação do Código Florestal Brasileiro, que permite um limite de desmatamento de até 20% em propriedades rurais na Amazônia, não assegura a proteção da floresta. Um estudo do Instituto Centro de Vida (ICV) aponta que, entre agosto de 2023 e julho de 2024, 91% do desmatamento na Amazônia foi considerado ilegal. “O Código Florestal é uma ferramenta valiosa para a governança ambiental no Brasil, mas sua implementação plena requer um esforço significativo, já que apenas uma pequena fração dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR) foram analisados e validados”, avalia Lisandro Inakake, gerente de políticas públicas do Imaflora.

    Rômulo Batista, coordenador da frente de Soluções da Floresta do Greenpeace Brasil, também considera o Código Florestal ‘insuficiente’ para proteger a Amazônia. “As estatísticas sobre desmatamento ilegal nas diversas atividades agrícolas falam por si só”, argumenta. A moratória, portanto, atua como um mecanismo de pressão para que os produtores mantenham suas plantações nas áreas já desmatadas, evitando a expansão para novas áreas florestais.

    Desafios do Desmatamento e das Mudanças Climáticas

    O desmatamento no Brasil é a principal fonte de emissões de dióxido de carbono (CO²), um dos gases que intensificam o aquecimento global. Em um cenário onde os eventos climáticos extremos se tornam cada vez mais frequentes, a diminuição de uma importante medida de conservação florestal representa não apenas um retrocesso, mas um risco significativo para todos. “As mudanças climáticas já estão afetando a realidade atual. O Brasil deve se comprometer com o desmatamento zero, que é a principal contribuição do país para mitigar a intensidade dos eventos climáticos extremos”, alerta Batista.

    Pressão Contra a Moratória

    Desde 2024, a Moratória da Soja enfrenta pressões. No final de 2024, o estado do Mato Grosso sancionou a lei 12.709, que entra em vigor em 2026. Em 2025, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspendeu o acordo, colocando empresas e associações participantes em risco de multas. A investigação do Cade começou após uma representação da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, composta principalmente por parlamentares ligados ao agronegócio, incluindo o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), que é produtor de soja.

    Instituída em 2006, a Moratória da Soja é um compromisso das empresas para não comprar soja de fazendas que abriram novas áreas na Amazônia após julho de 2008. Este acordo serve como uma barreira ao desmatamento e complementa as normas do Código Florestal, promovendo uma abordagem sustentável para o agronegócio.

    advogado agronegócio Amazônia Código Florestal desmatamento moratória da soja
    Share. Facebook Twitter Email

    Keep Reading

    Agronegócio

    A Tempestade Perfeita no Agronegócio: Reflexões de Marcos Jank

    Agronegócio

    Calendário 2026 do Agronegócio no Espírito Santo: Eventos que Movimentam Milhões

    Agronegócio

    Exportações do Agronegócio Brasileiro Batem Recorde de US$ 169 Bilhões em 2025

    Agronegócio

    Agronegócio 2025: Brasil Registra Recorde em Bioinsumos e Moderniza Defensivos Agrícolas

    Agronegócio

    Mogi das Cruzes Destaca-se na Agricultura com Melhorias em Infraestrutura e Segurança Alimentar

    Agronegócio

    Cenário Internacional: O Agronegócio Precisa de uma Nova Perspectiva Estratégica

    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Categorias

    • Agronegócio
    • Distrito Federal
    • Economia
    • Educação

    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Saúde

    Assine nossa newsletter

    Receba as melhores notícias atualizadas.

    © 2026
    • Política de Privacidade
    • Termos de uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Bloqueador de anúncios ativado!
    Bloqueador de anúncios ativado!
    Nosso site é possível através da exibição de anúncios on-line aos nossos visitantes. Por favor, ajude-nos desativando seu bloqueador de anúncios.